A Prefeita Marília Campos como Candidata ao Senado
O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou, na tarde desta quarta-feira (28/1), a indicação da prefeita de Contagem, Marília Campos, para concorrer ao Senado nas eleições marcadas para outubro. A decisão foi tomada em uma reunião que, apesar de não ter caráter decisório do partido, serviu como base para encaminhar a escolha à Executiva estadual, que deve ratificar a indicação sem maiores resistências, segundo articuladores da legenda.
Os apoiadores de Campos argumentam que a indicação deve ser acompanhada de diretrizes que reforcem a unidade do partido e ajudem na construção de alianças eleitorais. Eles cobram que a chapa do PT apresente Marília Campos como a única candidata ao Senado, uma estratégia que, segundo eles, visa fortalecer as chances do partido nas eleições.
A prefeita, para aceitar a candidatura e se desvincular do cargo que ocupa em Contagem, condicionou sua disposição à criação de um cenário que evite a fragmentação da legenda. Aliados afirmam que a estratégia é concentrar esforços e recursos em uma única candidatura, minimizando as chances de fraqueza frente a candidatos adversários na disputa pelo Senado.
O documento que formaliza a decisão e uma nota oficial do partido devem ser publicados ainda nesta quarta-feira, delineando os próximos passos na trajetória eleitoral de Marília Campos.
Renúncia e Transição no Cargo
Para que sua candidatura ao Senado seja viável, Marília Campos precisará renunciar ao cargo de prefeita de Contagem. Com isso, o vice-prefeito, Ricardo Faria, assumirá suas funções até o final do mandato. A prefeita ainda não anunciou a data exata em que realizará sua renúncia, mas a data limite para que isso ocorra é 4 de abril.
A saída de Campos da administração municipal é um passo importante, visto que o PT, que nunca conseguiu eleger um senador em Minas Gerais, busca fortalecer sua presença política. Na última eleição, em 2018, houve esperanças em torno da candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff, que acabou sendo derrotada pelos senadores Rodrigo Pacheco (PSD) e Carlos Viana (Podemos). Com novas oportunidades em 2026, o cenário atual parece promissor para o partido.
Assim, a escolha de Marília Campos como candidata ao Senado representa não apenas uma busca pessoal, mas uma tentativa do PT de reverter o histórico de insucessos no estado e conquistar um espaço significativo no Senado Federal.
