As 10 Revelações de Mateus Simões sobre Sua Gestão em Minas Gerais
O governador Mateus Simões, do PSD, completou neste domingo (5/4) duas semanas à frente do governo de Minas Gerais, após suceder Romeu Zema, do Novo, que deixou o cargo para se dedicar à sua candidatura presidencial. Em uma entrevista exclusiva ao O TEMPO, Simões compartilhou suas opiniões sobre a administração de seu antecessor, sua relação com os servidores públicos e suas perspectivas para as próximas eleições. A seguir, você confere as dez principais opiniões do novo governador.
1. Estilos de Gestão Diferentes
Simões inicia sua análise comparando sua abordagem com a de Zema. “Acho que, embora tenhamos pautas em comum, nossos estilos são distintos”, disse. Ele se considera mais enérgico: “Sou mais duro que o governador. Essa talvez seja a maior diferença. Enquanto Zema adota uma abordagem mais amena, eu opto por um modelo mais dinâmico, que pode ser mais eficaz em determinadas situações.”
2. Apoio aos Servidores Públicos
Em relação aos servidores, o governador enfatiza que sua gestão tem se empenhado em atender suas demandas. “Quando assumimos, os servidores estavam com salários parcelados e sem reajuste há cinco anos. Nosso governo regularizou essa situação, pagando férias em atraso e promovendo reajustes salariais”, declarou, ressaltando que esses avanços não haviam sido realizados anteriormente.
3. Impasse com o Judiciário
Simões abordou a questão da implementação das escolas cívico-militares, afirmando que a Justiça deve respeitar a autonomia do Executivo. “Acredito que a lei está aprovada e temos orçamento para implantar 30 novas escolas do modelo Tiradentes. Espero que o Judiciário compreenda seu papel e não interfira em questões que são de nossa competência”, afirmou.
4. Segurança Pública
Sobre segurança, o governador anunciou um reforço significativo na Polícia Militar. “Em maio, vamos colocar 3 mil novos soldados nas ruas, um recorde. Desde o início do governo, já contratamos 15 mil novos policiais e investimos R$ 250 milhões em equipamentos”, destacou, prometendo que essas ações visam garantir mais segurança para a população.
5. Diálogo com Prefeitos
Simões também expressou sua intenção de manter um diálogo mais próximo com os prefeitos do Estado. “Eu gosto de trabalhar em colaboração, e meu governo será mais interativo politicamente. Quero acelerar processos que já foram deixados encaminhados pela administração anterior”, comentou.
6. Dívida com a União
O governador criticou a morosidade da União em reconhecer os ativos do Estado. “Estamos há quase 90 dias esperando a avaliação e isso impacta diretamente nas finanças estaduais. A inação do governo federal me custa R$ 1,2 bilhão por ano”, desabafou, enfatizando a urgência em resolver a situação.
7. Privatização da Cemig
Simões é enfático ao afirmar que não tem interesse em privatizar a Cemig, mas defende sua transformação em corporação para melhorar sua eficiência. “Quero que a empresa seja mais ágil sem precisar vendê-la. Essa é a minha visão”, afirmou.
8. Uso de Recursos da Privatização da Copasa
Referindo-se à privatização da Copasa, Simões explicou que os recursos provenientes são destinados a projetos específicos, como infraestrutura e segurança. “É fundamental garantir que esses investimentos sejam utilizados de forma responsável e eficaz”, declarou.
9. Eleições e Relação com Cleitinho
Sobre a próxima eleição, Simões mostrou interesse em conquistar o apoio do vereador Cleitinho. “Não quero tratá-lo como um adversário, mas sim como um aliado. Temos um histórico de colaboração em campanhas anteriores e isso deve continuar”, afirmou.
10. Futuro Político e Zema
Por fim, Simões comentou sobre os rumores envolvendo a candidatura de Zema como vice de Flávio Bolsonaro. “Prefiro não especular, mas estarei ao lado de Zema em qualquer decisão. Acredito que, no segundo turno, todos nós estaremos unidos contra a reeleição do presidente Lula”, concluiu.
