Cenário Eleitoral em Minas Gerais
Desde a redemocratização, a importância de Minas Gerais nas eleições presidenciais se destaca. Não há registro de candidato que tenha alcançado a vitória no Planalto sem o apoio dos mineiros. Considerado o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, representando 10,5% do total, o estado tem atraído a atenção dos líderes políticos em ano de eleições. Neste contexto, diversos caciques têm se movimentado em busca de fortalecer seus palanques. Contudo, apesar do alto volume de negociações, a realidade é de incertezas. A oito meses das eleições, Minas ainda vive um cenário nebuloso em relação a alianças, tanto em nível estadual quanto nacional. Essa situação dificulta previsões sobre quem se tornará o grande vencedor na corrida eleitoral prevista para outubro.
A direita, que saiu vitoriosa nas últimas eleições estaduais, parecia ter um caminho mais claro até o fim de 2025. O nome com apoio do governador Romeu Zema, seu vice, Mateus Simões, estava em uma posição vantajosa, buscando formar uma grande frente de direita. Para tanto, abandonou o pequeno partido Novo e uniu-se ao poderoso PSD, um partido com forte presença em Minas e que, em 2024, conquistou 140 das 853 prefeituras do estado. Essa estratégia de Simões dificultou as articulações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca apoio no estado através da legenda que abriga o senador Rodrigo Pacheco.
