Mudanças no STJ: Novo ministro entra em meio a polêmicas e investigações sobre assédio
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que possui uma sólida formação acadêmica e experiência política, foi nomeado para ocupar a vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que permanece vaga após o afastamento de um colega por sérias acusações de assédio sexual. O magistrado em questão, Gambogi, é graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e possui mestrado e doutorado em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Antes de sua trajetória na magistratura, Gambogi atuou como advogado e também exerceu o cargo de deputado estadual constituinte em Minas Gerais entre os anos de 1987 e 1991.
O afastamento do atual ministro do STJ, Buzzi, ocorreu no dia 10 de fevereiro deste ano. Ele foi acusado de crime sexual por uma jovem, filha de amigos, e por uma ex-servidora de seu gabinete. A situação gerou um clima de expectativa em torno das apurações, visto que Buzzi defende sua inocência e rebate as acusações que lhe foram feitas.
Além do afastamento, que é considerado ‘cautelar, temporário e excepcional’, o STJ decidiu abrir uma sindicância para investigar as alegações feitas contra Buzzi. Uma sessão do pleno do tribunal está marcada para o dia 10 de março, onde serão discutidas as conclusões da comissão de sindicância, o que poderá definir os próximos passos em relação ao processo.
Durante o período em que Buzzi estiver afastado, ele fica proibido de acessar seu local de trabalho, utilizar veículo oficial e exercer outras prerrogativas da função. No entanto, segundo a decisão do STJ, sua remuneração será mantida, e o ministro continuará recebendo um salário que gira em torno de R$ 44 mil por mês.
A primeira denúncia contra Buzzi foi feita por uma jovem de apenas 18 anos, que teria relatado que os abusos ocorreram durante uma estadia em sua casa de praia, localizada em Santa Catarina. A segunda acusação veio de uma ex-servidora, que revelou que os episódios de assédio aconteceram de forma recorrente durante o período em que trabalhou no gabinete do ministro. O relato dela, compartilhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e confirmado por diversas fontes, indica que outras testemunhas presenciaram situações em que ela deixava o ambiente em estado emocional vulnerável, chorando ou em busca de ajuda.
Essas denúncias levantam questionamentos sobre a conduta de membros do poder judiciário e a necessidade de um ambiente seguro e respeitoso dentro das instituições. A sociedade observa atentamente as movimentações do STJ e aguarda a conclusão das investigações, que poderão impactar não apenas a carreira de Buzzi, mas também a imagem do tribunal como um todo.
