Ministros em Movimento: A Reestruturação do Governo Lula
BRASÍLIA — Em um movimento estratégico pré-eleitoral, 17 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixaram seus cargos para se lançar na disputa das eleições de outubro. As exonerações foram publicadas oficialmente no Diário Oficial da União, marcando uma nova fase para o governo e suas mudanças na equipe.
O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), também saiu do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, onde atuava, para se candidatar novamente a vice na chapa de Lula, já mirando um embate com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que desponta como seu principal adversário.
No Ministério do Planejamento, Simone Tebet (PSB) decidiu deixar sua posição para concorrer ao Senado em São Paulo. Para ocupar sua vaga, Lula nomeou Bruno Moretti, que até então era o secretário especial da Casa Civil e um dos principais aliados do ex-ministro Rui Costa. Vale destacar que Moretti já desempenhava um papel relevante na gestão do Orçamento, lidando diretamente com as demandas do governo no Palácio do Planalto. Além disso, o secretário-executivo de Tebet, Gustavo Guimarães, também foi exonerado, tendo deixado a equipe econômica.
Alguns ministros optaram por permanecer no governo, realizando acordos com Lula, a fim de contribuir para as entregas e desafios do último ano de mandato. Entre eles, estão Alexandre Padilha (PT), ministro da Saúde; Guilherme Boulos (PT), ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República; e Wolney Queiroz (PDT), ministro da Previdência Social.
Confira abaixo a lista dos ministros que deixaram suas pastas para disputar as eleições, além de seus sucessores:
Mudanças nos Ministérios: Quem Sai e Quem Entra
Rui Costa (PT) sai para disputar o Senado pela Bahia e é substituído por Miriam Belchior, que até então era secretária-executiva.
Gleisi Hoffman (PT) também deixa o cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná, com Márcio Elias Rosa assumindo sua função como secretário-executivo.
Simone Tebet (PSB), na corrida pelo Senado em São Paulo, é substituída por Bruno Moretti, anteriormente secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil.
Jader Filho (MDB) se despede para ser pré-candidato a deputado federal pelo Pará, e Antônio Vladimir Moura Lima, ex-secretário-executivo da pasta, assume em seu lugar.
Márcio Franca (PSB) deixa sua função para se candidatar ao Senado em São Paulo, sendo substituído por Tadeu Alencar, que ocupava o cargo de secretário-executivo.
Camilo Santana (PT) permanece sem uma candidatura definida, mas é considerado um “plano B” para o governo do Ceará, e Leonardo Barchini assume sua vaga, vindo do MEC.
Renan Filho (MDB) sai para concorrer ao governo de Alagoas, com George Santoro entrando como novo secretário-executivo dos Transportes.
Marina Silva (Rede) se torna pré-candidata ao Senado em São Paulo e João Paulo Capobianco assume seu ministério, anterior secretário-executivo.
Carlos Fávaro (PSD) deixa seu cargo para tentar novamente uma vaga no Senado em Mato Grosso, com André de Paula (PSD) entrando para ocupá-lo.
André de Paula (PSD) foi transferido para o Ministério da Agricultura, sendo sucedido por Edipo Araujo, ex-secretário-executivo da Pesca.
Paulo Teixeira (PT) se torna pré-candidato a deputado federal por São Paulo, e Fernanda Machiaveli, anteriormente secretária-executiva do órgão, assume sua função.
Anielle Franco (PSOL) deixa para ser pré-candidata a deputada federal no Rio de Janeiro, sendo substituída por Rachel Barros de Oliveira, que era secretária-executiva da Igualdade Racial.
Sônia Guajajara (PSOL) parte para buscar a reeleição como deputada federal em São Paulo e é sucedida por Eloy Terena, que anteriormente ocupava o cargo de secretário-executivo do ministério.
André Fufuca (PP) deixa sua posição para se candidatar ao Senado no Maranhão e é substituído por Paulo Henrique Perna Cordeiro, que era secretário de Esporte, Lazer e Inclusão Social da pasta.
Silvio Costa Filho (Republicanos) se prepara para concorrer à reeleição como deputado federal em Pernambuco, e Tomé Franca, até então secretário-executivo, assume seu cargo.
Macaé Evaristo (PT) tenta a reeleição como deputada estadual em Minas Gerais, deixando sua posição.
