Protestos em São Paulo e Rio de Janeiro
Neste domingo, 1º de outubro, manifestantes se reuniram em diferentes partes do Brasil para participar do ato denominado “Acorda Brasil”. As principais concentrações ocorreram em São Paulo e no Rio de Janeiro, com a presença estimada de 20,4 mil e 4,7 mil pessoas, respectivamente, de acordo com o Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common.
As mobilizações expressaram descontentamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em São Paulo, a Avenida Paulista foi o palco do protesto, que começou por volta das 14h e se estendeu até as 17h. No horário de pico, às 15h53, a quantidade de participantes variava entre 18 mil e 22,9 mil, considerando uma margem de erro de 12%, com as estimativas baseadas em imagens aéreas analisadas por software de inteligência artificial.
Participação de Políticos e Lideranças
O ato em São Paulo contou com a presença de diversas lideranças políticas. Dentre elas estavam o senador Flávio Bolsonaro (PL), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e deputados como Nikolas Ferreira (PL) e Guilherme Derrite (Progressistas). Governadores, como Romeu Zema (Minas Gerais) e Ronaldo Caiado (Goiás), também marcaram presença, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro não compareceram devido a compromissos fora do país.
No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram na Avenida Atlântica, em Copacabana. A manifestação, que teve início pela manhã e se encerrou no início da tarde, também atraiu a atenção de políticos que criticaram tanto a atuação do governo quanto as decisões do STF. O número de pessoas estimado para o protesto no Rio foi de 4,7 mil, conforme os mesmos órgãos que realizaram a estimativa em São Paulo.
Mobilizações em Outras Cidades
Além das grandes capitais, o movimento “Acorda Brasil” se espalhou por diversas cidades. Em Belo Horizonte, o deputado federal Nikolas Ferreira e o governador Romeu Zema participaram ativamente dos discursos. Em Salvador, a manifestação no Farol da Barra reuniu políticos e populares que exibiam bandeiras do Brasil e vestiam as cores verde e amarela.
No Distrito Federal, a mobilização ocorreu em frente ao Museu Nacional, com a presença de senadores e deputados federais. Em Campo Grande, os manifestantes iniciaram o protesto na praça do Rádio Clube, seguido de uma carreata que percorreu a Avenida Afonso Pena, exibindo faixas e pedindo a saída de ministros do STF.
Maceió também viu protestos, com apoio a Jair Bolsonaro e críticas a Lula. Em Goiânia, o ato foi marcado por pedidos de anistia aos envolvidos nas manifestações de 8 de janeiro, enquanto em Recife, os manifestantes clamaram por liberdade para Bolsonaro e criticaram o governo federal.
Outras cidades como Porto Alegre, Aracaju e Curitiba também registraram atos, todos com características semelhantes, pedindo anistia, liberdade para Bolsonaro, e críticas contundentes ao presidente e ao STF. Em Fortaleza, a Praça Portugal serviu de palco para discursos de lideranças políticas da região.
Considerações Finais
Esses protestos refletem a polarização política atual no Brasil, com a insatisfação crescente contra o governo de Lula e o papel do STF na política do país. O movimento “Acorda Brasil” parece ter galvanizado não apenas a direita, mas também uma parte significativa da população que busca expressar seu descontentamento em relação à situação política atual.
