Tragédia e Crescimento de Casos de Dengue
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) confirmou a primeira morte por dengue em 2026, uma mulher com mais de 90 anos e comorbidades, residente em Uberlândia, na região do Triângulo Mineiro. Além dessa fatalidade, outros seis óbitos estão sob investigação pelas autoridades de saúde.
Desde o começo do ano, Minas Gerais enfrenta um aumento alarmante nos casos da doença, registrando uma média de 250 notificações diárias. Até agora, já foram contabilizadas 8.745 notificações de dengue, com 2.144 delas confirmadas. Os dados, extraídos do Painel de Arvoviroses do Governo do Estado, revelam que o Triângulo Mineiro é a região mais afetada pelo surto.
Uberlândia lidera o ranking de notificações, com 828 casos registrados. As cidades vizinhas também estão enfrentando desafios, com Uberaba contabilizando 625 notificações e Araguari, 141. No Norte de Minas, ao menos quatro cidades—Montes Claros, Januária, Janaúba e Capitão Enéas—reportam mais de 100 casos prováveis de dengue, aumentando a preocupação das autoridades locais.
Alerta em Belo Horizonte e Cidades Vizinhas
O alerta de saúde não se limita ao Triângulo Mineiro. A Região Metropolitana de Belo Horizonte também está em estado de atenção. Nos primeiros 35 dias de 2026, a capital mineira registrou 702 notificações de dengue. Cidades como Contagem, com 257 casos, e Betim, Sabará, Ribeirão das Neves e Ibirité, cada uma com mais de 100 notificações, estão contribuindo para essa escalada preocupante.
A situação demanda uma resposta rápida e eficaz das autoridades de saúde. A mobilização da população, aliada a medidas de prevenção, é crucial para mitigar a propagação da doença. Com o aumento das notificações, a SES/MG intensifica as campanhas de conscientização e controle do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue.
É essencial que a população esteja ciente dos sintomas da dengue e procure assistência médica ao apresentar febre, dor de cabeça, dores musculares e outros sinais característicos. A atuação conjunta entre governo e cidadãos pode ser a chave para reverter esse cenário alarmante e preservar vidas em Minas Gerais.
