Morte de Luiz Mourão e Implicações nas Investigações Policiais
A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, confirmou sua morte na noite de sexta-feira, 6 de março de 2026. O ex-operador de Daniel Vorcaro, considerado um dos principais alvos da Polícia Federal (PF), estava internado no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, desde quarta-feira, 4, após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia policial.
Em nota divulgada pelo advogado Robson Lucas da Silva, foi informado que o quadro clínico de Mourão evoluiu para óbito e foi legalmente declarado às 18h55, após a finalização do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã do dia 6. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, conforme determinações legais.
O Papel de ‘Sicário’ em Atividades Criminosas
Luiz Mourão fazia parte de um grupo denominado “A Turma”, vinculado a Vorcaro, que se destacou nas investigações da PF. De acordo com as autoridades, “Sicário” coordenava atividades ligadas à obtenção de informações, monitoramento de indivíduos e levantamento de dados relevantes para os interesses do grupo. Este trabalho envolvia consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, o que incluía bases de dados utilizados por instituições de segurança pública e investigações policiais.
Restaram evidências de que Mourão teria acessado de forma indevida sistemas da própria Polícia Federal, além de informações de órgãos como o Ministério Público Federal (MPF) e até instituições internacionais, como o FBI e a Interpol. As investigações indicam que ele também estava envolvido na remoção de conteúdos e perfis em redes sociais, visando obter dados de usuários e silenciar críticas ao grupo.
Ambientes de Intimidação e Conspirações
A PF revelou que Luiz Mourão atuava ainda para intimidar ex-funcionários do Master e coletar informações sobre essas pessoas. Em um episódio destacado nas investigações, “Sicário” foi mencionado em uma conversa com Vorcaro, onde o banqueiro solicitava a organização de um assalto e até mesmo um ataque ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Denúncias e Movimentações Financeiras
Além de suas atividades criminosas, a CNN Brasil confirmou com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a denúncia contra Mourão, que é acusado de movimentar aproximadamente R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas associadas a ele, em um esquema de pirâmide financeira que ocorreu entre junho de 2018 e julho de 2021. O objetivo desse esquema era atrair investidores, o que o levou a ser réu em uma ação que investiga crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular.
Com a morte de Luiz Mourão, a PF e o MPMG se deparam agora com desafios adicionais em suas investigações, que buscam desmantelar as redes de crime organizado associadas a ele e a Vorcaro. Os desdobramentos desta situação poderão impactar futuras operações e processos relacionados ao grupo.
