Primeira morte confirmada em 2026 e investigação de novos casos
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, na última quarta-feira (4/2), a primeira morte por dengue no estado em 2026. O óbito ocorreu em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e a vítima era uma mulher de 93 anos, que apresentava histórico de comorbidades. Além desse caso, a vigilância epidemiológica investiga outras 11 mortes suspeitas relacionadas à doença.
A SES-MG expressou suas condolências aos familiares da vítima e destacou que continua com o monitoramento permanente do cenário epidemiológico. As autoridades estão fornecendo suporte aos municípios nas ações de vigilância, assistência e controle do mosquito Aedes aegypti, conhecido por ser o principal transmissor da dengue.
Investimentos e mobilizações contra a dengue em Minas Gerais
Desde setembro de 2025, o estado tem investido cerca de R$ 210 milhões em medidas de vigilância em saúde, controle do mosquito e na implementação de tecnologias de monitoramento, como o uso de drones. O governo afirmou que essas ações incluem a descentralização do Ultra Baixo Volume-Veicular (Fumacê) e a ampliação da oferta de exames laboratoriais. Além disso, no próximo dia 28 de fevereiro, será promovida uma mobilização comunitária, com mutirões de prevenção contra o Aedes aegypti, em celebração ao Dia D Minas Unida contra o Aedes.
Onde estão as mortes em investigação?
As investigações sobre mortes suspeitas por dengue em Minas Gerais apontam os seguintes locais: Pompéu (3 casos), Ponte Nova (1 caso), Divinópolis (1 caso), Pará de Minas (2 casos), Guiricema (1 caso), Frutal (1 caso), Uberlândia (1 caso) e Belo Oriente (1 caso). Essa informação é fundamental para compreender a disseminação da doença e direcionar as ações de combate.
Como denunciar criadouros do Aedes aegypti em Belo Horizonte?
A população é convidada a colaborar na luta contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. As denúncias sobre áreas de risco, como lajes acumulando água, caixas d’água abertas e entulhos abandonados, podem ser feitas através do Portal de Serviços da Prefeitura de Belo Horizonte (servicos.pbh.gov.br), pelo aplicativo PBH ou pelo telefone Disque 156. A participação ativa da comunidade é essencial na prevenção e combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.
