Inscrições Abertas para Mapeamento de Artistas
A Mostra da Diversidade Cultural – Imagens da Cultura Popular inicia sua edição de 2026 voltada especialmente para a cultura hip-hop em Minas Gerais. Sob a coordenação da ONG Favela é Isso Aí, o projeto dá início à Mostra Hip-hop Gerais, que está com as inscrições abertas para o mapeamento de artistas, grupos e coletivos do movimento em quatro cidades do interior: Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia.
O principal objetivo dessa iniciativa é construir um Mapa do Hip-hop, uma ferramenta que visa fortalecer e valorizar a cena hip-hop de Minas, ampliando sua visibilidade além dos grandes centros urbanos. O cadastro está aberto para artistas individuais, grupos e coletivos que desejam fazer parte desse levantamento, promovendo o reconhecimento das diversas linguagens e expressões que compõem o movimento. A ideia é contribuir para a formação de uma rede cultural mais sólida, descentralizada e conectada aos seus territórios.
Para se inscrever, os interessados devem preencher um formulário disponível online. Após a conclusão do cadastro, a equipe do projeto poderá entrar em contato para tirar dúvidas ou solicitar materiais adicionais. Mais informações podem ser obtidas através do Instagram @favelaeissoai.
A Importância do Mapeamento para o Hip-hop Mineiro
Clarice Libânio, coordenadora do projeto, enfatiza que o mapeamento é essencial para entender a magnitude do hip-hop no interior do estado. “O hip-hop em Minas é gigante. O mapeamento é uma ferramenta indispensável para reconhecer talentos, documentar trajetórias e abrir portas para os artistas que fazem parte desse cenário, de forma descentralizada. Esse registro permite ampliar oportunidades, fortalecer políticas culturais, estimular a profissionalização e criar conexões entre artistas de diferentes regiões”, afirma.
Destinado a todos os envolvidos na cultura hip-hop, o cadastro terá a função de registrar e documentar a cena local nas quatro cidades participantes. Clarice destaca que a proposta reafirma a relevância da cultura urbana fora dos centros urbanos. “Minas é cultura para todo lado e todo gosto, e o hip-hop é cada vez mais presente. Sua força criativa se manifesta nas periferias, praças, coletivos e espaços culturais das cidades mineiras. Criar essa rede entre os municípios do interior amplia repertórios, gera trocas, visibilidade e reconhecimento”, acrescenta.
Etapas do Projeto e Encontro Final em Belo Horizonte
A Mostra Hip-hop Gerais surge com a intenção de reconhecer e impulsionar a cultura hip-hop mineira em seus próprios territórios. Durante o ano de 2026, o projeto será desenvolvido em três etapas principais: o mapeamento de artistas e grupos; a realização de cursos de gestão cultural e capacitações gratuitas, com certificação, voltadas à profissionalização no setor; e mostras artísticas e culturais em cada município, que marcarão o encerramento das formações e celebrarão a produção local.
Além das ações nas cidades participantes, o projeto culminará no segundo semestre do ano em um grande encontro em Belo Horizonte, reunindo artistas do hip-hop provenientes de Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia. O evento final terá como objetivo promover intercâmbio, visibilidade e a celebração das diversas expressões do hip-hop em Minas Gerais.
Favela é Isso Aí: Uma História de Valorização Cultural
Fundada em 2004 pela antropóloga Clarice Libânio, a ONG Favela é Isso Aí tem um histórico de mais de 15 anos na valorização das produções culturais periféricas. A organização ganhou destaque com o lançamento do Guia Cultural das Vilas e Favelas de Belo Horizonte, que catalogou mais de 7 mil artistas. Atualmente, desenvolve projetos de pesquisa, memória, formação, audiovisual e mostras culturais em diversas cidades do estado e do país. Reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura desde 2011, a entidade integra o Pontão de Cultura Minas é Muitas.
A Mostra Hip-hop Gerais tem produção e gestão da ONG Favela é Isso Aí, em parceria com as prefeituras de Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia. A realização conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Governo de Minas, além do patrocínio da Cemig, através da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.
