Investimentos Significativos em Saúde Pública
As ações de saúde do Novo Acordo do Rio Doce, que busca reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), receberam um aporte de R$ 985 milhões em 2025. Esses recursos, alocados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), têm como objetivo a construção de novas unidades de saúde e hospitais, além de diversos projetos focados na ampliação e melhoria do atendimento à população.
No total, o Novo Acordo destina R$ 12 bilhões para ações na área da saúde, com R$ 11,3 bilhões sendo geridos pelo Fundo Rio Doce. Esse montante financiará o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, que está sob a coordenação do Ministério da Saúde. Os restantes R$ 684 milhões são de responsabilidade dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
De acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, “as iniciativas impulsionadas pelo Fundo Rio Doce não apenas viabilizam a recuperação de áreas degradadas e estimulam a economia local, mas também desempenham um papel fundamental na reestruturação da rede pública de saúde, fortalecendo as comunidades ao longo da Bacia do Rio Doce”. Mercadante ressaltou que a gestão dos recursos tem sido realizada de maneira ágil e transparente, seguindo as orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ações Diretas na Saúde
O último repasse do Fundo Rio Doce para o Ministério da Saúde ocorreu em outubro de 2025, totalizando R$ 422,4 milhões. Esses recursos estão destinados a ações que serão implementadas diretamente pelo ministério, incluindo a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Além disso, estão previstas a estruturação do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas.
Em setembro do ano passado, o BNDES já havia repassado R$ 562,63 milhões ao ministério, valor que se destina ao custeio dos planos municipais de saúde. Para 2026, há previsão de uma nova liberação de R$ 263,1 milhões para o mesmo fim. Os planos, elaborados por cada prefeitura, foram aprovados pelo Comitê Especial Tripartite (CET) do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, que conta com representantes do Ministério da Saúde, dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, além dos municípios.
Um Legado para o Sistema Único de Saúde (SUS)
Sergio Rossi, gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, enfatizou que “o Programa foi concebido para deixar um legado estrutural para o SUS nas áreas afetadas. Os investimentos fortalecerão a rede assistencial, aprimorarão a vigilância em saúde e aumentarão a capacidade de resposta, assegurando soluções mais qualificadas às necessidades da população da Bacia do Rio Doce”.
Com essas iniciativas, portanto, o governo brasileiro visa não apenas a reparação de danos, mas também a construção de um futuro mais saudável para os habitantes da região, garantindo um atendimento digno e de qualidade.
