Construindo Alianças em Minas Gerais
O senador Rodrigo Pacheco fez seu registro de filiação ao PSB nesta quarta-feira (1) e, durante o anúncio, enfatizou que uma possível candidatura ao Governo de Minas Gerais deve ser fundamentada na base local e não nos gabinetes de Brasília. Pacheco afirmou que o processo deve incorporar a vontade das lideranças políticas e sociais do estado, como deputados e vereadores, para que se alcance uma definição clara sobre as necessidades de Minas Gerais.
Ao se filiar ao PSB, o ex-presidente do Senado mira uma competição ao governo mineiro que já conta com o apoio do presidente Lula (PT). Lula enxerga em Pacheco um potencial candidato forte para as eleições, especialmente considerando a importância de Minas para sua reeleição à presidência.
Apesar do apoio, o senador tem se mostrado cauteloso em anunciar sua pré-candidatura ao governo. Ele prefere primeiro estabelecer um conjunto de alianças, decidindo a posição de cada partido na possível chapa majoritária. Mesmo sendo uma aposta de Lula, Pacheco também busca apoio de lideranças ligadas ao centro-direita.
“Conversei com Aécio Neves hoje. Tenho mantido diálogos com outras figuras políticas também. Agora, com as filiações definidas, será fundamental que todos se reúnam para uma construção democrática, respeitosa e civilizada, a fim de traçarmos novos rumos para nosso estado”, declarou Pacheco.
A Construção de um Futuro Responsável
O senador ressaltou a necessidade de criar uma aliança sólida entre o governo de Minas e o governo federal, apontando que esta relação é crucial para o desenvolvimento do estado, especialmente em um cenário que pode impactar na reeleição de Lula. Pacheco mencionou que o presidente o contatou antes da filiação para lhe dar boas-vindas e expressar seu apoio, destacando o comprometimento de Lula com Minas Gerais.
Nos bastidores, há especulações sobre uma possível chapa que poderia ser formada com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), na vice-candidatura e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), como senadora. Esta configuração deixaria uma vaga para o Senado ainda em aberto.
A solenidade de filiação de Pacheco contou com a presença do presidente nacional do PSB, João Campos, que também se prepara para uma candidatura ao governo de Pernambuco. Outras figuras importantes do partido, como o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro Márcio França (Empreendedorismo), acompanharam o evento e demonstraram apoio ao senador.
Até o momento, Pacheco havia explorado parcerias com o MDB e o União Brasil, porém, decidiu pelo PSB como a escolha mais segura para sua candidatura ao governo de Minas. Ele deixou o PSD após o partido de Gilberto Kassab escolher Mateus Simões, atual governador, como candidato à reeleição.
Mateus, que é filiado ao PSD e foi vice do ex-governador Romeu Zema (Novo), deve se posicionar como um candidato alinhado à direita, podendo contar com o apoio do deputado Flávio Bolsonaro (PL), dependendo da situação política.
O espaço deixado por Pacheco no PSD será ocupado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que também se filia ao partido nesta quarta-feira, com planos de concorrer à reeleição, formando uma chapa ao lado de Mateus Simões.
