Expectativas e Realidades Econômicas
Uma pesquisa realizada pela Quaest mostrou que, após um ano, 43% dos brasileiros acreditam que a economia piorou. O estudo, que ouviu 2.004 pessoas entre 16 anos ou mais, foi promovido pela Genial Investimentos entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Quando indagados sobre a economia atual, as respostas se distribuem da seguinte maneira:
- Piorou: 43% (mesmo percentual de janeiro);
- Melhorou: 24% (mantido em relação a janeiro);
- Permaneceu igual: 30% (um aumento em relação aos 29% do mês anterior);
- Não souberam ou não responderam: 4% (consistente com 4% em janeiro).
Além disso, a expectativa para os próximos 12 meses também apresentou dados interessantes. Quando questionados sobre o futuro econômico, 43% esperam melhorias, 29% acreditam que a situação irá piorar e 24% afirmaram que tudo permanecerá igual. Estas expectativas refletem uma ligeira diminuição na confiança, já que em janeiro, 48% tinham uma visão otimista sobre a economia.
Percepção Sobre Preços de Alimentos
Outro ponto avaliado pela pesquisa foi a percepção dos brasileiros sobre o preço dos alimentos. Em relação a este tópico, 56% dos entrevistados afirmaram que os preços estão mais altos. Esta percepção se manteve praticamente inalterada em comparação com janeiro, quando 58% relataram aumento nos preços.
Os números sobre os preços dos alimentos são os seguintes:
- Subiram: 56% (em janeiro, 58%);
- Ficaram iguais: 24% (igual a janeiro);
- Cairam: 18% (um leve aumento em relação aos 16% de janeiro);
- Não souberam ou não responderam: 2% (mantido).
Esses dados são corroborados por informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou um aumento de 0,33% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em janeiro. Essa taxa de inflação levemente superior às expectativas dos economistas foi de 0,32%. O acumulado dos últimos 12 meses é de 4,44%, um pouco acima das previsões que apontavam para 4,43%.
Poder de Compra e Emprego
A pesquisa também avaliou o poder de compra dos brasileiros em comparação ao ano anterior. Os resultados mostraram que 15% dos entrevistados acreditam que conseguem comprar mais com o que recebem atualmente, enquanto 61% afirmaram que conseguem comprar menos e 23% disseram que a situação permanece a mesma. Os dados sobre a compra se mostraram consistentes com a pesquisa anterior de janeiro.
Os números são os seguintes:
- Comprando mais: 15% (em janeiro, 18%);
- Comprando menos: 61% (mesmo percentual de janeiro);
- Comprando o mesmo: 23% (dois pontos percentuais a mais do que em janeiro);
- Não souberam ou não responderam: 1% (leves variações).
Por fim, a pesquisa questionou a dificuldade na conquista de um emprego nos últimos 12 meses. Os resultados mostraram que 49% acreditam que está mais difícil conseguir uma vaga, enquanto 39% disseram que está mais fácil. Apenas 5% consideraram a situação igual.
A taxa média anual de desemprego no Brasil ficou em 5,6% em 2025, marcando o menor nível desde 2012. Esse número significa uma redução de 1 ponto percentual em relação a 2024.
