Disputa Abertamente Acirrada em Minas Gerais
Um novo levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas aponta que a corrida eleitoral para a Presidência da República em 2026 está bastante equilibrada no Estado de Minas Gerais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se encontram em uma disputa técnica, com Lula liderando, mas dentro da margem de erro.
No primeiro cenário estimulado, Lula obteve 36,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro segue logo atrás com 32,1%. Os dados indicam que a competição está acirrada, ainda mais considerando que, na sequência, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 14,4%, seguido por Ratinho Junior (PSD), que soma 3,6%. Os candidatos Renan Santos e Aldo Rebelo registram apenas 0,7% e 0,4%, respectivamente. Além disso, 7,6% dos entrevistados optaram por votar em branco ou nulo, enquanto 4,6% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa destacou que, levando em conta a margem de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais, a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pode ser considerada um empate técnico em Minas Gerais.
Possível Segundo Turno Aponta Disputa Similar
Ao considerar um segundo cenário, que simula um possível segundo turno entre os dois candidatos, a situação continua acirrada. Lula aparece com 45,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 42,7%. Nesse mesmo cenário, 7,8% dos entrevistados indicaram que votariam em branco ou nulo, e 4,4% não souberam como responder.
O levantamento foi realizado com uma amostra de 1,3 mil eleitores distribuídos em 52 municípios de Minas Gerais, entre os dias 4 e 7 de março de 2026. A pesquisa apresenta um grau de confiança de 95%, o que confere robustez aos dados divulgados.
Avaliação do Governo Lula em Minas Gerais
Além das intenções de voto, o estudo também avaliou a percepção dos eleitores mineiros sobre a administração do governo federal. Os resultados são preocupantes para Lula, pois 52,4% dos entrevistados expressaram desaprovação em relação ao seu governo, enquanto apenas 43,4% afirmaram estar satisfeitos com a gestão atual. Outros 4,1% não souberam ou não responderam.
Ao analisar a avaliação detalhada do governo, 38,2% dos entrevistados classificaram a gestão como péssima, enquanto 7,3% a consideraram ruim. Por outro lado, 19,9% dos participantes avaliaram a administração como regular, 19,5% a consideraram boa, e 13% afirmaram que o governo é ótimo.
