Novo plano estratégico promete transformar o setor audiovisual brasileiro nos próximos dez anos
O Conselho Superior de Cinema (CSC), vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), tomou uma decisão histórica na última sexta-feira (27), ao aprovar por unanimidade o Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual 2026–2035. Este novo plano é considerado um dos principais instrumentos para o desenvolvimento futuro do setor no Brasil, substituindo o documento anterior que esteve em vigor de 2011 a 2020.
A secretária do Audiovisual do MinC, Joelma Gonzaga, ressaltou a importância do novo plano, classificando-o como um marco na trajetória do audiovisual brasileiro. “Estamos inaugurando um capítulo novo para guiar o audiovisual nos próximos dez anos. Este Plano é um mapa de orientação que visa fortalecer a estrutura do setor”, afirmou Gonzaga, evidenciando o caráter estruturante do documento.
Débora Ivanov, conselheira e ex-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), destacou, por sua vez, a relevância do processo democrático que envolveu a elaboração do plano. “Foi um processo democrático, de escuta rica e participação de todo o Brasil. Estamos vivendo um momento histórico para o nosso setor”, comentou Ivanov, sublinhando a abrangência das contribuições feitas por diferentes representantes da sociedade civil.
Outra voz importante no debate, Daniela Fernandes, diretora de Preservação e Difusão Audiovisual da Secretaria do Audiovisual (SAV), apontou que o plano se tornou uma referência em construção coletiva. “O audiovisual deu exemplo ao construir um plano com participação social, regionalização e diálogo em todas as etapas”, afirmou, enfatizando o compromisso de ouvir diversas vozes ao longo do processo.
A diretora da Ancine, Patrícia Barcelos, também se manifestou, destacando a trajetória histórica que possibilitou a elaboração do plano. “Foi uma caminhada histórica, que abrangeu todo o Brasil e escutou diferentes vozes. Chegamos a um plano maduro e representativo”, completou.
Estrutura do Plano de Diretrizes e Metas
O PDM 2026–2035 está dividido em oito eixos estratégicos que guiarão as ações e políticas do setor. Os eixos são:
- Gestão e participação social
- Desenvolvimento econômico e regulação
- Financiamento
- Educação e trabalho
- Produção, linguagens, segmentos e modos de fazer
- Difusão, distribuição e exibição
- Patrimônio, Memória e Preservação Audiovisual
- Internacionalização do audiovisual
Além dos eixos, o plano inclui princípios, diretrizes, objetivos e metas que nortearão as políticas públicas do audiovisual nos próximos dez anos, reforçando seu papel como uma das principais expressões culturais do Brasil.
Articulação Institucional e Participação Social
A construção do PDM 2026–2035 teve início em agosto de 2024, com a formação de um grupo de trabalho dentro do Conselho. Esse grupo atuou durante mais de um ano para formular a proposta, que também contou com iniciativas do Circula MinC e do Seminário sobre Economia Audiovisual e Interseccionalidades, que enriqueceram o debate sobre os desafios e oportunidades do setor.
O processo de elaboração incluiu a participação de representantes de diversos órgãos que integram o CSC, além de membros do poder público federal, como o Ministério da Cultura (MinC), Advocacia-Geral da União (AGU), Casa Civil da Presidência da República, e outros ministérios relevantes. A expectativa é que o PDM se torne a principal referência para as políticas públicas do audiovisual na próxima década, promovendo a cultura, fortalecendo a atividade econômica e projetando o Brasil no cenário internacional.
