Inovações Tecnológicas no Apoio a Operações de Busca
A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, está desempenhando um papel crucial nas operações de busca e resgate após o recente desastre climático que afetou Juiz de Fora, localizado na Zona da Mata mineira. A colaboração se dá com o uso de tecnologia de inteligência penitenciária, uma abordagem inovadora e efetiva em situações de emergência.
Um policial penal estadual, integrante da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP), foi destacado para atuar em conjunto com equipes especializadas que buscam localizar pessoas desaparecidas. Para isso, está sendo empregado o Equipamento Tático de Revista Eletrônica, uma tecnologia originalmente desenvolvida para a detecção de sinais de celulares em unidades penitenciárias.
A tecnologia, que possui origem israelense, vem sendo utilizada nas operações com o intuito de localizar sinais de aparelhos celulares ativos. Essa estratégia pode indicar áreas prioritárias que necessitam de atenção das equipes de busca e resgate. Mesmo em meio aos escombros, a detecção de sinais celulares pode oferecer informações valiosas, contribuindo para a eficiência e precisão nas escavações.
O equipamento é capaz de identificar celulares conectados em um raio que varia entre 50 a 100 metros, dependendo das condições do terreno e da tecnologia específica do aparelho. Um acessório adicional permite a localização mais exata do sinal encontrado, auxiliando na definição das áreas onde as equipes devem concentrar seus esforços.
Coordenação e Expansão da Operação em Minas Gerais
A operação em Minas Gerais está sendo coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), através da Diretoria de Inteligência Penal. Inicialmente, dois policiais penais federais e um equipamento foram enviados para a região. No entanto, devido à complexidade do cenário e à necessidade de ampliar a capacidade de resposta, um segundo equipamento foi adicionado à operação, assim como mais operadores, incluindo o policial penal de Mato Grosso do Sul, que fortalece a ação de inteligência em campo.
Rodrigo Rossi Maiorchini, diretor-presidente da Agepen, ressaltou que a participação do policial penal sul-mato-grossense é uma demonstração clara de como a inteligência penitenciária pode ser aplicada em situações que vão além do sistema prisional. “A atuação em uma operação dessa natureza evidencia o nível de qualificação técnica dos nossos profissionais e a capacidade de empregar tecnologias do sistema penitenciário em situações emergenciais, contribuindo de forma concreta para o trabalho humanitário de busca e resgate”, enfatizou.
Integração e Impacto da Tecnologia em Situações Emergenciais
A presença ativa da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul nas operações em Juiz de Fora ilustra a sinergia entre inteligência, tecnologia e ação operacional. O emprego de ferramentas que foram desenvolvidas para o ambiente prisional se mostra extremamente eficiente em situações interinstitucionais, evidenciando o potencial dessas inovações em apoiar ações de interesse público.
Essa colaboração entre diferentes esferas do governo e o uso de tecnologia avançada mostram como a inteligência penitenciária pode ter um impacto significativo em ações humanitárias, reforçando a importância da integração entre setores para a solução de crises e a proteção da vida humana em situações adversas.
