Um Olhar Sobre as Pré-Candidaturas em Minas Gerais
Nesta quarta-feira, 18 de outubro, a contagem regressiva para as Eleições Gerais de 2026 completa 200 dias. Para mapear as pré-candidaturas já confirmadas, a Tribuna de Minas contatou os diretórios estaduais de diversos partidos, conforme as informações registradas no sistema do TSE. Nove partidos retornaram, enquanto outros três não confirmaram oficialmente, mas já estão se lançando como pré-candidatos há meses. Um partido, mesmo com especulações, ainda não definiu seu futuro político. As respostas foram organizadas de acordo com a ordem em que foram recebidas.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) anunciou sua pré-candidatura em dezembro de 2025, apontando o professor Túlio Lopes, atual presidente da Associação de Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG) – Seção Sindical, como seu candidato ao governo. Lopes já esteve na disputa pelo governo de Minas em 2014 e pelo Senado em 2018. O PCB não forneceu informações sobre possíveis nomes para a vice ou para o Senado.
Em relação ao Partido Novo, dois nomes estão sendo considerados para a chapa de vice: Fernanda Altoé e Tiago Mitraud. Altoé, vereadora de Belo Horizonte em seu segundo mandato, tentou o cargo pela primeira vez em 2016, mas sem sucesso. Mitraud, que foi deputado federal entre 2019 e 2023, tentou a vice-presidência nas últimas eleições gerais, ao lado de Felipe D’Avila, também do Novo.
A chapa do Novo para o governo é liderada pelo atual vice-governador, Mateus Simões, que, embora agora esteja no Partido Social Democrático (PSD), tinha sido um membro ativo do Novo. Ele se destacou como vereador e ocupou o cargo de secretário-geral do Governo de Minas durante o primeiro mandato de Romeu Zema, sendo parte da chapa de reeleição em 2022.
“Nós pretendemos apoiar os candidatos que estão se formando nesta majoritária. Entre os nomes que já surgem, está Marcelo Aro (PP), e a outra vaga permanece em aberto”, revelou o diretório do Novo. O Partido Progressistas, do senador Marcelo Aro, não deu retorno à Tribuna, assim como o PSD.
O PSD, que conta com o vice-governador Mateus Simões e o senador Rodrigo Pacheco, é visto como um favorito na corrida ao governo. Pacheco, que é mencionado como candidato com a preferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não confirmou sua participação na disputa. Fontes indiquem que uma possível mudança de partido e a composição de sua equipe devem se concretizar em breve, já que o prazo do Tribunal Superior Eleitoral para a filiação se encerra em abril, seis meses antes do pleito, marcado para 4 de outubro.
Outro candidato que surge é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), embora a confirmação ainda dependa de um retorno das comunicações feitas pelo partido. Em um evento recente, Azevedo reiterou o convite ao prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, para que seja seu pré-candidato a vice-governador. Falcão, que é também presidente da Associação Mineira de Municípios, recentemente se filiou ao Republicanos.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirmou que seu pré-candidato ao governo é Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, que já disputou a vaga em 2022, mas foi derrotado por Zema. “Ainda não temos os nomes para vice e Senado definidos, mas em breve teremos novidades”, garantiu o diretório do PDT.
O Partido Liberal (PL) ainda não decidiu sobre os candidatos para os cargos majoritários, mas espera que nas próximas semanas o cenário se torne mais claro para que possam compartilhar informações concretas.
A Unidade Popular (UP) já definiu seus candidatos, mas o lançamento oficial está previsto para o dia 12 de abril. Mariana Fernandes, presidente do diretório, adiantou que a intenção é lançar uma mulher negra como candidata ao governo, em resposta ao aumento dos índices de feminicídios em Minas Gerais.
O novo partido Missão, criado em 2025, tem como pré-candidato ao governo Ben Mendes, que acumula experiências como advogado, jornalista e estudante de medicina. Contudo, os nomes para o Senado ainda não foram divulgados.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) confirmou Gabriel Azevedo como seu pré-candidato ao governo. Azevedo, que foi vereador de Belo Horizonte, também tentou a prefeitura na última eleição, mas ficou atrás de Fuad Noman (PSD). O nome que irá acompanhá-lo na chapa ainda não foi definido, mas uma das candidaturas ao Senado será da ex-primeira-dama, ex-deputada federal e atual prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso.
O pré-candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é Rafael Duda, que já tem experiência em disputas anteriores, assim como a professora Vanessa Portugal, que será a candidata ao Senado. Portugal teve uma longa trajetória em eleições e busca uma nova oportunidade, embora, até hoje, não tenha conseguido a vitória.
A Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB, anunciou Marília Campos (PT) como a única pré-candidata ao Senado. Campos é uma gestora experiente, atualmente em seu quarto mandato como prefeita de Contagem. Para o governo, a federação ainda não definiu candidatos.
Por último, a Federação PSOL-Rede, que une o PSOL e a Rede Sustentabilidade, apresentou a professora aposentada Maria da Consolação como sua pré-candidata ao governo. Consolação já disputou várias eleições, mas ainda não conquistou uma vitória. Ao Senado, o nome lançado é o da ex-deputada federal Áurea Carolina.
