Avaliação dos Riscos Hidrológicos
Nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, as previsões sobre riscos geo-hidrológicos no Brasil foram atualizadas, destacando áreas que podem sofrer com eventos adversos. O cenário é preocupante para algumas regiões, especialmente no Norte e Sudeste do país.
Risco Hidrológico na Região Norte
Na Região Norte, que abrange Acre e Amazonas, a possibilidade de inundações é considerada MODERADA. Especialistas alertam para a possibilidade de extravasamento em áreas ribeirinhas, especialmente nas Regiões Geográficas Intermediárias de Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC), além de Tefé (AM). Essa situação deve-se ao aumento das ondas de cheia dos rios e igarapés, que podem ser intensificadas pelas chuvas bem distribuídas previstas para a região.
Risco Hidrológico na Região Sudeste
O cenário é mais crítico no Sudeste, onde Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo enfrentam um risco ALTO. A previsão indica a possibilidade de enxurradas, extravasamento de canais e alagamentos, especialmente nas Regiões Geográficas Intermediárias de Juiz de Fora, Belo Horizonte e Ipatinga (MG), além das cidades de Cachoeiro do Itapemirim, São Mateus e Vitória (ES). Os acumulados de chuva já registrados nas últimas horas, somados a novas pancadas moderadas a fortes previstas, podem resultar em elevados índices de precipitação, aumentando o risco de inundações, especialmente nas áreas litorâneas do Espírito Santo, onde o coeficiente de maré elevado (8.0) pode agravar a situação pelos próximos quatro dias.
Possíveis Enchentes Urbanas no Sudeste
Além disso, há um risco MODERADO de enxurradas urbanas e alagamentos em localidades com drenagem precária, como Governador Valadares (MG), Campos dos Goytacazes (RJ) e Colatina (ES). As previsões de chuva de intensidade moderada a forte que devem persistir nos próximos dias, acompanham a preocupação com os altos volumes de precipitação.
Risco Geológico e Movimentos de Massa
No aspecto geológico, a Região Sudeste, especialmente no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, enfrenta uma situação alarmante. A probabilidade de movimentos de massa é considerada MUITO ALTA na Região Geográfica Intermediária de Vitória (ES). A combinação de áreas suscetíveis a deslizamentos, os altos acumulados já registrados e a previsão de chuvas intensas, elevam o risco de deslizamentos, com potencial de causar sérios danos em áreas urbanas e nas margens de rodovias.
Em áreas como Juiz de Fora, Ipatinga, Belo Horizonte, Governador Valadares e Teófilo Otoni (MG), bem como em Cachoeiro do Itapemirim, Colatina e São Mateus (ES), o risco de movimentos de massa é classificado como ALTO. Isso se deve à mesma combinação de fatores que afetam Vitória, aumentando a possibilidade de deslizamentos em zonas urbanas e naturais.
Riscos na Região Nordeste
Na Região Nordeste, especificamente na Bahia, a probabilidade de eventos de movimentos de massa é considerada MODERADA na Região Geográfica Intermediária de Ilhéus. As características da região, que incluem áreas com alta suscetibilidade a deslizamentos, somadas aos acumulados já existentes e a previsão de chuvas moderadas, podem levar a deslizamentos pontuais, tanto em áreas urbanas quanto nas margens de rodovias.
Vale ressaltar a importância de estar atento às previsões climáticas e às orientações das autoridades locais em casos de alerta. A combinação de chuvas intensas e a vulnerabilidade geográfica de determinadas regiões do Brasil pede cautela e planejamento para mitigar os impactos de possíveis desastres naturais.
