Condições precárias nos postos de saúde geram preocupação entre moradores
Os moradores de Ribeirão das Neves, Minas Gerais, estão vivenciando sérios problemas nos postos de saúde. No bairro Penha, as consultas foram canceladas devido a goteiras que comprometem as salas e consultórios. Situação semelhante é observada no Luar da Pampulha, onde a farmácia permanece fechada e há escassez de medicamentos essenciais, incluindo insulina. Leidiane, mãe de uma menina de 9 anos que convive com diabetes tipo 1, não esconde sua angústia: “Faz três meses que não tem insulina no posto. Venho aqui e, simplesmente, não existe”.
No mesmo bairro, a sala de vacinas está inativa, o que prejudica a imunização de crianças, como é o caso do filho de João Nilsson. Ele não conseguiu vacinar o menino contra a dengue e a meningite, principalmente pela falta de transporte acessível. A situação expõe a fragilidade do sistema de saúde na região, gerando um clima de insegurança entre os moradores.
A Secretaria de Saúde de Ribeirão das Neves anunciou que irá tomar providências. Entre as ações previstas estão a reposição de profissionais para a sala de vacinas e um planejamento para realizar reformas estruturais em unidades afetadas pelas infiltrações. Entretanto, para muitos moradores, a lentidão nas respostas e os problemas crônicos são alarmantes e necessitam de soluções rápidas e eficazes.
A manutenção da saúde pública é fundamental para garantir o bem-estar da população. Com a escassez de medicamentos e a falta de infraestrutura adequada, a situação se torna ainda mais crítica, fazendo com que a população clame por ações efetivas e urgentes. Queixas como as de Leidiane e João Nilsson ressaltam a necessidade de um olhar mais cuidadoso das autoridades sobre as condições de saúde em Ribeirão das Neves.
