Avanço pontual na produção de aço bruto em Minas Gerais
Minas Gerais registrou crescimento de 1,3% na produção de aço bruto em setembro, alcançando 880 mil toneladas, conforme dados do Instituto Aço Brasil. Esse desempenho representa uma recuperação em relação a agosto, quando o volume havia caído 5,3% na comparação anual. No entanto, o balanço acumulado do ano ainda apresenta recuo, com produção total de 7,5 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Minas mantém liderança nacional na produção siderúrgica
O parque siderúrgico mineiro segue como o maior produtor de aço bruto no país, com participação de 31,5% em setembro e 30,4% no acumulado do ano. Esses índices superam os do Rio de Janeiro, que ficaram em 25,8% e 26%, respectivamente. Essa posição reforça a importância da indústria do aço para a economia mineira, mesmo diante do cenário de retração anual.
Queda na produção de aços semiacabados e laminados
Enquanto o aço bruto teve avanço, a produção de aços semiacabados para venda e laminados em Minas Gerais recuou 12,6% em setembro, totalizando 749 mil toneladas, revertendo o aumento de 4,4% registrado em agosto. No acumulado do ano, a produção caiu 4,4%, somando 6,8 milhões de toneladas. Apesar disso, Minas mantém a liderança nacional nesse segmento, com participação de 28,4% em setembro e 28,6% no acumulado, frente a 25,7% do Rio de Janeiro.
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Desempenho do setor siderúrgico no Brasil
No âmbito nacional, o Brasil enfrentou redução na produção de aço em todos os segmentos. A produção de aço bruto caiu 0,8% em setembro, totalizando 2,8 milhões de toneladas, e 1,7% no acumulado do ano, atingindo 24,6 milhões de toneladas. A produção de aços semiacabados e laminados recuou 4,1% em setembro, para 2,6 milhões de toneladas, e 1,3% no acumulado, com 23,6 milhões de toneladas produzidas.
Vendas, importações e exportações de aço
As vendas internas de aço no Brasil diminuíram 2,3% em setembro, totalizando 1,8 milhão de toneladas, e permaneceram estáveis no acumulado do ano, com 16 milhões de toneladas vendidas. As importações avançaram 34,6% em setembro, chegando a 600 mil toneladas, mas recuaram 15,4% no acumulado, com 4,3 milhões de toneladas importadas. Já as exportações tiveram queda de 22,7% em setembro, totalizando 598 mil toneladas, porém registraram alta de 1,1% no acumulado do ano, atingindo 7,9 milhões de toneladas.
Consumo aparente e projeções para 2026
O consumo aparente de produtos de aço no país somou 2,3 milhões de toneladas em setembro, com crescimento de 0,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado desde janeiro, o consumo caiu 3,6%, totalizando 19,7 milhões de toneladas. O Instituto Aço Brasil atualizou suas projeções para 2026, prevendo queda de 0,1% na produção de aço bruto, redução de 15,1% nas importações de laminados, queda de 0,5% nas exportações e retração de 2,7% no consumo aparente. Por outro lado, espera-se um leve aumento de 0,2% nas vendas internas, indicando um mercado que resiste apesar dos desafios.
