Análise da Produção Industrial de Novembro
A produção industrial no Brasil manteve-se estável em novembro, conforme apontam os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números mostram um crescimento de 0,0% em comparação ao mês anterior, outubro, mas uma queda de 1,2% em relação a novembro do ano passado.
Mesmo com esse resultado agregado neutro, a análise revela um cenário regional desigual, onde 8 dos 15 estados pesquisados apresentaram crescimento na produção industrial em novembro. Entre os destaques positivos, Mato Grosso se destacou com um impressionante crescimento de 7,2%, marcando seu quarto avanço consecutivo e acumulando uma alta total de 16,9%. A indústria de produtos químicos foi a principal responsável por esse impulso. Já o Espírito Santo, com uma recuperação de 4,4%, conseguiu reverter a queda do mês anterior, impulsionado pela metalurgia e indústrias extrativas.
Além disso, outros estados também apresentaram resultados positivos: Paraná (1,1%), Pernambuco (0,9%), Minas Gerais (0,9%), Bahia (0,9%), Rio Grande do Sul (0,6%) e o Nordeste (0,1%) mostraram crescimento, embora em níveis variados.
No entanto, o cenário não é tão otimista para todos. Goiás, por exemplo, viu sua produção cair 6,4%, interrompendo uma sequência de quatro meses de crescimento. Outros estados que registraram recuo foram Amazonas (-2,8%), Ceará (-2,6%), Rio de Janeiro (-1,9%), Santa Catarina (-0,8%) e Pará (-0,5%).
Particularmente preocupante é a situação de São Paulo, que, concentrando cerca de 33% da produção industrial brasileira, enfrentou uma queda de 0,6% pelo terceiro mês consecutivo. Com isso, o estado acumula uma queda total de 2,9%; além disso, a produção industrial paulista está 2,8% abaixo do nível pré-pandemia e impressionantes 23,8% aquém do pico histórico alcançado em 2011.
Esses dados refletem não apenas os desafios enfrentados pela indústria na recuperação pós-pandemia, mas também as diferenças significativas no desempenho entre os estados, o que pode impactar políticas econômicas e decisões de investimento no futuro. A análise do IBGE destaca a necessidade de uma compreensão mais aprofundada dos fatores que influenciam esse desempenho desigual, além de possíveis estratégias para estimular a produção em regiões que ainda enfrentam dificuldades.
