A Embrapa e a Ascensão do Amendoim no Cenário Global
Segundo uma nova publicação da Embrapa, o amendoim se posiciona como a sexta maior cultura oleaginosa do mundo em termos de volume de óleo produzido, com países como China, Índia e Senegal liderando essa produção. Este destaque é resultado de uma combinação de fatores, com foco especial nas exportações que demandam rigorosos protocolos de qualidade, rastreabilidade e controle de resíduos. A Embrapa enfatiza que, para acessar mercados internacionais, é fundamental alinhar as decisões agronômicas à finalidade da produção, abrangendo desde a seleção da cultivar até os cuidados pós-colheita.
A produção eficiente de amendoim começa com a escolha do clima ideal. Para o plantio, as condições recomendadas incluem temperaturas entre 25 °C e 30 °C ao longo de todo o ciclo da planta, juntamente com chuvas variando entre 500 e 700 milímetros, distribuídas adequadamente. Em regiões com riscos climáticos elevados, a Embrapa aconselha a consulta ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que estabelece janelas de plantio com menos probabilidade de perdas com base em fatores como município, tipo de solo e ciclo da cultivar.
As Melhores Práticas de Cultivo
Outro ponto crucial para o cultivo do amendoim envolve a escolha do solo, que deve ser de textura média a arenosa, bem drenado e com boa aeração. Esse tipo de solo favorece o desenvolvimento robusto do sistema radicular e a formação das vagens, que se desenvolvem em subsolo. Em contrapartida, solos argilosos e mal drenados podem aumentar o risco de perdas durante a colheita e dificultar o manejo da cultura.
A Embrapa ressalta a importância da análise química do solo antes de iniciar o cultivo, já que muitas áreas agrícolas do Brasil apresentam alta acidez e deficiências nutricionais. Para o amendoim, o pH ideal deve ficar entre 5,8 e 6,5. A calagem é uma prática recomendada para corrigir a acidez, enquanto o gesso agrícola é sugerido em situações específicas para auxiliar na adição de cálcio e na redução de alumínio em camadas mais profundas do solo.
Manejo Nutricional e Fitossanitário
No que diz respeito ao manejo nutricional, é vital assegurar que haja uma quantidade adequada de cálcio, um nutriente crucial para a formação e o enchimento das vagens. A adubação com fósforo e potássio deve ser planejada com base na análise do solo, evitando aplicações excessivas no sulco de semeadura para diminuir os riscos de efeito salino nas sementes.
Para minimizar problemas fitossanitários, a Embrapa recomenda a implementação de um manejo integrado que inclua controle de plantas daninhas, pragas e doenças, com um planejamento prévio que possibilite o uso racional de defensivos agrícolas. A rotação de culturas e um intervalo de pelo menos três anos sem cultivar amendoim na mesma área são práticas que ajudam a reduzir a pressão de patógenos e pragas no solo.
Colheita e Armazenamento: Garantindo Qualidade
Durante a colheita, a Embrapa destaca que é essencial um manejo adequado do ponto de arrancamento e dos processos de secagem e armazenamento para preservar a qualidade dos grãos. Isso é particularmente importante para reduzir os riscos de contaminação, especialmente por fungos que produzem aflatoxinas. O armazenamento deve ser feito em condições que controlem a umidade e a temperatura, respeitando os padrões exigidos pelos mercados consumidores.
Com essas práticas, a produção de amendoim no Brasil não apenas se intensifica, mas também se alinha com as demandas do mercado internacional, estabelecendo um modelo que prioriza qualidade e sustentabilidade.
