Iniciativas para Melhoria do Acesso à Água no Nordeste
A ampliação da oferta de água potável nos municípios do semiárido nordestino é uma realidade que se aproxima. O Governo Federal, por meio do Programa Água Doce, planeja implementar novos sistemas de dessalinização de água salobra e do mar até julho deste ano. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional projeta que essas estruturas beneficiem milhares de pessoas em várias localidades do interior.
Um marco importante ocorrerá ainda este mês, quando será inaugurado um sistema inovador de dessalinização de água do mar na cidade de Galinhos, localizada no Rio Grande do Norte. Com a instalação de aproximadamente 10 mil metros de rede de distribuição, a expectativa é que cerca de 1,5 mil moradores tenham acesso a água potável. Além disso, outras cinco cidades do estado, cujas identidades ainda serão definidas, também receberão novas unidades de dessalinização, aumentando a oferta de água para mais 1.475 pessoas até o fim de julho.
Expansão do Programa em Pernambuco e Ceará
No estado de Pernambuco, o Programa Água Doce planeja a implantação de 40 sistemas de dessalinização em municípios como Alagoinha, Caetés, Capoeiras, Frei Miguelinho, Paranatama e Riacho das Almas. Essa iniciativa tem o potencial de oferecer acesso à água doce para quase doze mil habitantes da região, uma alternativa crucial em um cenário de escassez hídrica.
Em abril, a ação se expandirá para o Ceará, onde as cidades de Araripe, Aurora e Aracoiaba receberão as instalações de dessalinização. Em maio, é a vez do Piauí, com o Programa Água Doce alcançando Dom Inocêncio e Várzea Branca. Estima-se que, ao todo, essas intervenções garantirão água de qualidade para quase três mil pessoas nesses dois estados.
Resultados do Programa Água Doce em 2022
No último ano, o Programa Água Doce obteve um marco significativo ao entregar 141 sistemas de dessalinização, abrangendo oito estados nordestinos, além de Minas Gerais. Essa iniciativa demonstra o compromisso do governo em enfrentar a crise hídrica que afeta a população do semiárido, promovendo melhorias na qualidade de vida e na saúde da comunidade.
Com a continuidade dessas ações, a expectativa é de que o acesso à água potável no semiárido nordestino se torne mais frequente e sustentável, aliviando a pressão sobre os recursos hídricos e proporcionando um futuro mais seguro para a população local.
