Expectativas para o PIB e a Inflação em 2025
O Ministério da Fazenda do Brasil anunciou uma revisão otimista para as suas projeções de crescimento econômico, elevando a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 para 2,3%. Essa elevação foi revelada no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado na última sexta-feira, dia 6. As novas expectativas também indicam uma continuidade na redução da inflação, embora ainda acima do centro da meta de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
De acordo com a análise da pasta, o crescimento projetado para 2025 representa um aumento de 0,01 ponto percentual em relação à estimativa anterior. O resultado final do PIB de 2023 deverá ser conhecido em março, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os números oficiais. Além disso, a SPE delineou expectativas específicas para diferentes setores da economia. O setor agropecuário deve mostrar uma expansão significativa de 11,3%, enquanto tanto a indústria quanto os serviços devem registrar um crescimento de 1,7%.
Impactos da Taxa de Juros na Economia
Apesar da revisão positiva do PIB, a Secretaria de Política Econômica ressalta que os altos juros, com a Selic atualmente fixada em 15% ao ano, continuam a impactar a economia de maneira negativa. A SPE observa que a alta da taxa de juros resultou na desaceleração das concessões de crédito bancário durante o ano, o que, por sua vez, afetou o desempenho da indústria e dos serviços, além da absorção privada.
Por outro lado, o mercado de trabalho apresentou resistência, suavizando parcialmente os efeitos adversos da política monetária sobre a atividade econômica. A análise reflete um cenário complexo, onde, apesar das altas taxas de juros, o emprego se manteve estável, o que pode oferecer algum alívio às famílias e consumidores.
Revisão para 2026 e Expectativas de Inflação
Em contraste com a projeção de 2025, a previsão do PIB para 2026 foi revisada para baixo, passando de 2,4% para 2,3%. Essa mudança reflete uma preocupação com a continuidade dos desafios econômicos enfrentados pelo Brasil. A SPE também fez previsões sobre a inflação, indicando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2026 em 3,6%. Embora esse número esteja acima do centro da meta de 3%, ele permanece dentro do teto de 4,5% estabelecido pelo CMN.
Os preços devem continuar a ser influenciados por uma oferta global excessiva de bens e combustíveis, além de um recente enfraquecimento do dólar e os efeitos da política monetária. No entanto, a SPE alerta que pode haver pressões moderadas nos preços dos alimentos, que ainda são um componente sensível na composição da cesta básica e, por consequência, no cotidiano das famílias brasileiras.
