Proposta Ousada para as Eleições de 2026
A fundadora do PSOL, Maria da Consolação, defende que a esquerda mineira adote uma proposta ‘radical’ para se contrabalançar à direita nas eleições para o governo de 2026. Em recente entrevista ao programa Café com Política, transmitido nesta quarta-feira (28/1) no canal do YouTube de O TEMPO, ela anunciou sua disposição de se candidatar ao Palácio Tiradentes. A pré-candidatura, segundo Consolação, é uma iniciativa apoiada pela Frente Socialista do partido.
Desde janeiro, Maria expressou sua intenção de participar do pleito, propondo utilizar a mesma estratégia que empregou em campanhas passadas, como as de 2012 e 2016 para a Prefeitura de Belo Horizonte, quando se lançou como cabeça de chapa, mas não obteve sucesso.
“Nossa trajetória consiste em construir uma frente de esquerda, uma frente socialista. Abordamos a urgência da extrema-direita, que é radical em suas propostas, e isso precisa ser enfrentado”, afirmou Maria da Consolação durante a entrevista.
Objetivo: Enfrentar o Projeto da Direita
Com uma eventual candidatura, Maria da Consolação visa confrontar diretamente a agenda da direita. “A esquerda precisa apresentar uma proposta radical. Nós, defensores da vida, do direito ao bem viver, da natureza e dos direitos sociais, devemos nos unir para delinear esse projeto”, disse.
Entre as principais bandeiras que ela defende estão a criação da Tarifa Zero para o transporte público, a reforma agrária, e a garantia de direitos sociais, além de investimentos robustos em educação.
“A esquerda já está lutando. Agora, é hora de darmos um salto e unirmos nossas forças e conhecimentos”, ressaltou Maria. “O que o momento exige é que nos unamos e apresentemos uma chapa coletiva da Frente Minas Socialista, dialogando com a população para mostrar que temos saídas e um futuro a construir para Minas Gerais”, completou.
Busca por Alianças e Diálogo Interno
A pré-candidata está em busca de dialogar com membros do PSOL e de outros partidos aliados para tornar sua candidatura viável. Quando O TEMPO noticiou que uma ala do PSOL estava apoiando a candidatura de Maria da Consolação, o diretório estadual do partido enfatizou que nenhuma decisão final seria tomada sem um amplo debate interno, envolvendo a Federação PSOL-Rede, considerando também outros nomes que poderiam surgir nesse contexto.
Com a ascensão da direita e o crescimento das propostas mais conservadoras, a abordagem de Maria pode estar alinhada com uma onda de renovação política que busca uma alternativa viável à atual situação política em Minas Gerais. Para ela, a urgência de uma proposta radical não é apenas um apelo, mas uma necessidade para enfrentar os desafios que se apresentam no cenário político atual.
