Quadrilha de Minas Gerais Forjou Alvarás e Retornou à Prisão
Uma quadrilha criminosa, originária de Minas Gerais, foi novamente presa após forjar alvarás de soltura e conseguir, de maneira irregular, deixar a penitenciária. Os suspeitos, Ricardo Lopes de Araújo e Matheus Filipe do Nascimento Silva, foram capturados em um condomínio no Rio de Janeiro sob um forte esquema de segurança.
Em dezembro de 2025, as autoridades já haviam detido Ricardo, junto com outros dez envolvidos nessa organização de hackers e estelionatários. Naquela ocasião, Matheus conseguiu escapar e se tornou um dos fugitivos mais procurados. Entretanto, apenas dez dias após a prisão inicial, Ricardo, considerado o chefe da quadrilha, e mais três hackers conseguiram sair da prisão, utilizando alvarás expedidos de forma irregular.
A investigação revelou que os criminosos acessavam o Banco Nacional de Mandados de Prisão, administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com logins e senhas de magistrados, permitindo-lhes inserir informações fraudulentas. O grupo visava liberar veículos apreendidos, desbloquear valores e manipular dados de mandados de prisão e alvarás de soltura.
A Polícia Civil de Minas Gerais anunciou que todos os doze integrantes da quadrilha estão agora sob custódia e investiga a origem das credenciais que permitiram o acesso indevido ao sistema do CNJ. O delegado Leandro Matos Macedo afirmou: ‘Eles podem ter conseguido isso através de outros hackers, pela dark web, ou ainda com a colaboração de algum servidor público’.
Em resposta às acusações, o Conselho Nacional de Justiça esclareceu que não houve invasões aos sistemas sob sua administração e afirmou que mantém rigorosos protocolos de segurança, além de buscar constantemente o aprimoramento de suas práticas.
O professor de direito Ricardo Oliveira de Souza comentou sobre a necessidade de melhorias nos sistemas da Justiça: ‘Houve uma quebra protocolar no que diz respeito à segurança. Uma etapa adicional de validação poderia ter evitado o uso indevido das credenciais’. Ele destacou que, à medida que os processos judiciais se digitalizam, é fundamental adotar novas medidas para garantir a segurança das informações.
