Uma Tradição que Transcende Gerações
Em Campina Grande, um negócio familiar de queijos com mais de 60 anos de história se tornou um dos destaques da Feira de Queijos, atraindo tanto turistas quanto moradores locais. Wilson Barbosa, que atualmente gere esta venda, foi sucedido pelo pai, Aluízio Barbosa, que fundou a empresa em 1959. Com um portfólio de queijos regionais, a tradição familiar continua a prosperar, com Wilson relatando que já vendeu seus produtos para pessoas de diversas partes do mundo.
“O fundador foi meu pai, em 59, e hoje a gente perpetua o ramo. A nossa sobrevivência é essa aqui, nós trabalhamos só com queijos regionais. Uns turistas de fora sempre levam o meu queijo, praticamente já vendi queijo para o mundo inteiro”, compartilha Wilson em uma entrevista à TV Paraíba.
Alta Demanda e Produção Local
A popularidade dos queijos vendidos por Wilson se reflete na demanda da feira, onde ele comercializa cerca de 600 quilos de queijo por semana. A produção local, que é um reflexo do trabalho de familiares de diferentes cidades da Paraíba, garante a qualidade e a diversidade dos queijos. Os fornecedores, que são parentes de Wilson, vêm de localidades como Aroeiras, Mororó, Boa Vista e São João do Cariri.
“É uma média de 600 quilos por semana, varia muito pela produção do leite. Tem época que o leite é mais abundante ou menos abundante. Uma grande parte vem de Aroeiras, Mororó, Boa Vista, São João do Cariri. Tudo de parentes meus que fabricam”, explica Wilson, enfatizando a conexão familiar que permeia seu negócio.
Memória e Sabor na Feira de Queijos
Os clientes também fazem parte da narrativa deste negócio familiar. Robson, um cliente fiel, revela que consome os queijos da família Barbosa desde a infância. Para ele, a qualidade do sabor e o atendimento pessoal são aspectos fundamentais que mantêm a tradição viva. “O sabor do queijo e o atendimento de Wilson, que são muito bons. Meu pai começou comprando queijo aqui e eu tô continuando, começou com meu pai e agora eu e meus irmãos”, conta.
Márcio, sobrinho de Wilson e seu colaborador na feira, expressa a honra que sente em fazer parte deste legado familiar. “Tô aqui com o meu tio, que é mesmo que um pai, e me ajuda demais nessa feira. É uma honra estar nesse ramo, na feira, espero que tenha abundância”, destaca.
Um Legado de Orgulho e Emoção
Wilson, que herdou o negócio de seu pai, reflete emocionalmente sobre a importância dessa continuidade. “Além de ser meu pai, ele me ensinou tudo. Tudo que eu sei e o que eu sou hoje veio do meu pai e da minha mãe. Eu tenho um orgulho muito grande de ter um pai daquela qualidade e uma mãe magnífica. Eu procuro ser como ele”, afirma, visivelmente emocionado. Essa relação íntima e carinhosa entre gerações não é apenas uma questão de negócio, mas um legado cultural que fortalece a identidade local e movimenta a economia da região.
