Sindicato Denuncia Defasagem nos Reajustes
Na manhã desta segunda-feira (2), o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute-MG) emitiu uma nota crítica ao anúncio do governador Romeu Zema (Novo), que propôs um reajuste de 5,4% para todos os servidores públicos estaduais. O sindicato manifesta insatisfação com o percentual oferecido, ressaltando que o valor não reflete um ganho real para os profissionais da educação.
O comunicado do Sindute-MG afirma que, em decorrência do anúncio do reajuste, permanece programada a greve que terá início no dia 4 deste mês. “Diante do anúncio do reajuste de 5,4% feito pelo governo do Estado, o Sindicato informa que está mantido o calendário da greve que começa no próximo dia 4”, diz a nota.
O sindicato também ressalta que a reivindicação para o reajuste deste ano foi iniciada em janeiro de 2026 e, portanto, deveria já ter sido discutida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) desde o começo do ano legislativo. Adicionalmente, o Sindute-MG enfatiza que o percentual de 5,4% se baseia na Medida Provisória (MP) 1.334, publicada pelo Governo Federal em 21 de janeiro. Contudo, este índice não é suficiente para cobrir a totalidade da defasagem salarial acumulada durante a gestão do governador Zema. O sindicato reivindica um reajuste de 41,83% para cobrir as perdas de 2019 a 2025, que, segundo eles, não foram corretamente compensadas pelo governo estadual.
Reajuste Geral Anunciado por Zema
O governador Romeu Zema (Novo) anunciou, também nesta segunda-feira (2), o reajuste salarial de 5,4% para os servidores públicos de Minas Gerais. Segundo Zema, nos próximos dias serão enviados à ALMG projetos relacionados à recomposição salarial.
Durante o anúncio, Zema afirmou que o percentual de reajuste é crucial para garantir o cumprimento do piso salarial do magistério definido pelo governo federal. “Desde que eu assumi o governo, lá em 2019, a primeira coisa que eu fiz foi colocar a casa em ordem. Pegamos um Estado quebrado, com salários atrasados e contas que não fechavam. Organizamos as contas, regularizamos os pagamentos e reconstruímos Minas com responsabilidade. É por isso que hoje eu posso anunciar a recomposição geral de 5,4% para todos os servidores do Estado”, declarou o governador em sua conta no X.
Entretanto, a insatisfação do sindicato em relação ao percentual proposto pode indicar um clima de tensão entre o governo e os servidores. Especialistas em política pública afirmam que a relação entre administração e servidores será um fator crucial na próxima eleição, uma vez que a educação é um tema central nas pautas eleitorais.
Além disso, os profissionais da educação sentem que o reajuste não apenas deve contemplar a inflação, mas também melhorar as condições de trabalho e o investimento em educação. A expectativa é que a greve marcada para o dia 4 traga à tona essas reivindicações e inicie um debate mais profundo sobre a valorização dos servidores públicos em Minas Gerais.
À medida que o governo apresenta propostas de reajuste, a resposta dos servidores e das respectivas entidades sindicais será crucial para determinar o andamento das negociações e a possibilidade de uma solução pacífica para as demandas salariais.
