Renúncias Antecipadas nas Eleições de 2026
Faltando apenas seis meses para as eleições, o prazo para que candidatos deixem seus cargos ou mudem de partido se encerrou no último sábado (4). Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é necessário que os políticos se afastem ou façam a desincompatibilização de suas funções atuais pelo menos seis meses antes da votação, uma regra que visa evitar o uso da estrutura pública para obter vantagens eleitorais sobre outros concorrentes. Essa norma, entretanto, não se aplica aos que buscam reeleição.
Durante uma reunião ministerial no dia 31 de março, o presidente Lula anunciou que, dos 37 ministros em seu governo, pelo menos 17 renunciariam para concorrer nas eleições de outubro. No total, esse número se confirmou, com 17 ministros deixando seus postos para se candidatarem no pleito marcado para o dia 4 de outubro, com um eventual segundo turno em 25 do mesmo mês.
Em relação aos governadores, 10 deles também renunciaram aos seus mandatos, sendo que Cláudio Castro (PL-RJ) se tornou inelegível devido a uma condenação. Vale ressaltar que, nas eleições de 2026, 18 dos 27 governadores do Brasil estão impedidos de buscar reeleição por já estarem em seus segundo mandatos consecutivos.
Governadores que Renunciaram
Dentre os 10 governadores que abandonaram seus cargos, dois visam a Presidência, sete almejam o Senado e um, Cláudio Castro, está inelegível. Confira a lista dos que deixaram suas funções: Ronaldo Caiado (PSD), do Goiás, renunciou no dia 31 de março, sendo escolhido pelo presidente do Partido Social Democrático, Gilberto Kassab, para representar a sigla na corrida presidencial. Daniel Vilela (MDB) assumiu a governança em seu lugar.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também renunciou para buscar a Presidência, sendo sucedido pelo vice, Mateus Simões (PSD). Em contrapartida, no Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) renunciou para concorrer ao Senado, mas foi considerado culpado pelo TSE de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o que resultou em sua inelegibilidade por oito anos.
Além disso, Ibaneis Rocha (MDB) do Distrito Federal, Mauro Mendes (União) de Mato Grosso e João Azevêdo (PSB) da Paraíba, assim como Helder Barbalho (MDB) do Pará e Gladson Cameli (PP) do Acre, também deixaram seus postos com a mesma finalidade. Por fim, Renato Casagrande (PSB) saiu do cargo no Espírito Santo para tentar uma vaga no Senado.
Ministros que Deixaram seus Cargos
Desde que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a presidência em janeiro de 2022, diversas mudanças ocorreram nos Ministérios. Contudo, das 17 renúncias recentes, algumas se destacam: Fernando Haddad (PT), que deixa o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, passou o cargo para Dario Durigan, seu então secretário-executivo.
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos, anunciou sua candidatura à reeleição como deputada estadual por Minas Gerais, enquanto Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, busca uma vaga na Câmara dos Deputados. Sônia Guajajara (PSOL), ministra dos Povos Indígenas, assim como Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, também renunciaram, formando uma lista crescente de ministros em busca de novos desafios eleitorais.
Mudanças nas Prefeituras
As prefeituras também passaram por renúncias significativas. Eduardo Paes (PSD) deixou o cargo de prefeito do Rio de Janeiro para concorrer ao governo estadual, sendo sucedido por seu vice, Eduardo Cavaliere (PSD). No Nordeste, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), renunciou para se candidatar ao governo de Pernambuco, com o vice Victor Marques (PCdoB) assumindo a prefeitura.
Em Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos) entregou sua renúncia para concorrer ao governo do estado, passando o cargo para a vice-prefeita Cris Samorini (PP). Assim como outros prefeitos de Santa Catarina e de diversos estados, a movimentação política já demonstra uma intensa preparação para as eleições de 2026, que promete ser disputada e cheia de reviravoltas.
