Revitalização da Santa Casa: Um Compromisso Coletivo
A Santa Casa de Belo Horizonte lançou um ambicioso projeto de restauração de sua icônica fachada, que transcende a mera estética e busca modernizar o maior hospital filantrópico de Minas Gerais. Com um investimento estimado em R$ 125 milhões, a primeira fase das obras foi garantida graças a uma articulação eficaz da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que mobilizou o setor produtivo em prol da preservação desse importante patrimônio e para assegurar a continuidade das operações hospitalares nas próximas décadas.
Em entrevista à Update, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, explicou que a ideia de revitalização surgiu após uma visita à Santa Casa, onde ele realizou a entrega de equipamentos doados. Ao se deparar com o projeto de renovação, Roscoe decidiu envolver o empresariado mineiro para transformar a proposta em realidade. Ele afirmou que a captação de recursos para a primeira fase já foi concluída, e os esforços estão agora voltados para a segunda etapa. O trabalho colaborativo é definido como uma ação conjunta entre a Santa Casa, a Fiemg e o setor produtivo, com significativa participação da indústria da mineração.
“A maior parte dos recursos foi proveniente de empresas do setor industrial, especialmente mineradoras, que foram fundamentais no processo. Estamos falando de compromissos do setor industrial e de outras esferas empresariais em prol de Minas Gerais e dos mineiros”, esclareceu Roscoe. “Agora, os cidadãos terão uma nova fachada da Santa Casa e uma revitalização completa da estrutura, fruto desse esforço conjunto. Essa é uma entrega do setor para a sociedade de Belo Horizonte”, completou.
Empresas Engajadas na Causa
A articulação promovida pela Fiemg conseguiu reunir grandes nomes da indústria e do empresariado local. Entre as companhias que já confirmaram sua colaboração estão Minerita, Kinross Brasil e AngloGold Ashanti, além do Grupo Avante, J. Mendes e Cedro Mineração, e também Hypofarma, Novartis Brasil e Patrus Transportes, somados aos Supermercados BH. Para essas empresas, o investimento — parte dele através da Lei Rouanet — representa um legado social importante e a valorização da cultura local.
Oton Maia, vice-presidente de sustentabilidade da AngloGold, destacou que a Santa Casa é um verdadeiro “cartão-postal” de Belo Horizonte e reforçou que questões complexas demandam uma rede de atuação colaborativa entre empresas, o terceiro setor e o governo. “Acreditamos que os desafios que nossa sociedade enfrenta exigem uma colaboração efetiva. Nesse contexto, um conjunto de empresas apoiando uma instituição do terceiro setor é essencial. É por meio dessa sinergia que conseguimos provocar verdadeiras mudanças na sociedade, nossa cidade e nosso estado”, declarou.
Além de questões de visibilidade de marca, Maia enfatizou a importância de apoiar a maior instituição de saúde do estado. A gerente dos Supermercados BH comentou sobre o carinho que a empresa sente ao fazer parte desse projeto. “É crucial auxiliar instituições que cuidam da saúde dos cidadãos mineiros. Para nós, o verdadeiro valor está em apoiar causas que vão além das ações de marketing ou publicidade, que são inerentes ao nosso negócio”, afirmou.
“Desejamos que os mineiros vejam nossa empresa como mais do que uma simples opção de compra. O nosso propósito maior é assegurar que a população reconheça a marca como uma aliada em causas sociais, ambientais e culturais”, concluiu a gerente, destacando o papel social da empresa.
Este projeto representa um exemplo notável de como a colaboração entre o setor industrial e a sociedade pode resultar em benefícios significativos para a comunidade. A revitalização da Santa Casa não é apenas uma questão de modernização; é um reflexo do compromisso das empresas mineiras com a saúde e o bem-estar da população.
