Alternativas para a Disputa Eleitoral
Em uma recente declaração sobre sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) acendeu debates sobre outros nomes que poderiam representar o partido nas eleições estaduais. Embora não tenha confirmado sua intenção de concorrer, Pacheco afirmou que sua presença não é essencial para o pleito.
“Houve diversos apelos para que eu ponderasse sobre isso, não apenas do presidente Lula, mas de muitos aliados políticos. Nós estamos em um momento de diálogo e há alternativas em Minas que merecem consideração. Temos um excelente quadro, como a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT). Também devemos considerar ex-prefeitos como Alexandre Kalil, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, e o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite, que recentemente foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas de Minas Gerais. Esses nomes devem ser levados em conta para uma composição majoritária e é fundamental que haja um diálogo para alcançar um consenso”, declarou Pacheco.
A declaração do senador foi feita durante um encontro com jornalistas, após o anúncio de investimentos da Petrobras na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, onde ele acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Reflexões sobre a Vida Pública e o STF
Rodrigo Pacheco havia mencionado anteriormente que planejava encerrar sua carreira política após deixar a presidência do Senado, sendo considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi preterido por Lula, que optou pela indicação de Jorge Messias como advogado-geral da União. Em relação à sua possível nomeação ao STF, Pacheco agora considera esse assunto como uma “página virada”.
“Se em algum momento isso foi cogitado, quero afirmar que essa é uma página virada. Respeito a decisão do presidente Lula. Com certeza, seria uma honra. Uma indicação ao STF não é algo que se busca ou se faz campanha, mas também não se recusa. Como a decisão foi outra, que eu considero acertada, isso ficou muito bem resolvido para mim”, afirmou o senador.
Atualmente, Pacheco crê que o foco está na política partidária. “A decisão agora gira em torno da minha permanência na vida pública ou de uma candidatura”, disse.
Possível Saída do PSD
Pacheco sinalizou que pode deixar o Partido Social Democrático (PSD), do qual é membro desde 2021. “Há uma forte tendência de eu não permanecer no PSD devido à posição que o partido tomou em Minas, a qual não me alinha. Acredito que Minas precisa passar por uma mudança significativa para retomar o desenvolvimento e o progresso. Apesar do respeito que tenho pelos adversários políticos, creio que este é o caminho a seguir”, comentou.
No final do ano passado, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, deixou o Partido Novo e se filiou ao PSD, preparando sua pré-candidatura ao governo do Estado.
Pacheco ainda condicionou sua possível candidatura a definições partidárias. “Estamos observando com atenção os problemas de Minas na Câmara e temos o reconhecimento do trabalho que temos realizado em defesa do nosso Estado. A possibilidade de uma candidatura ainda depende de questões partidárias”, enfatizou.
Apoio a Marília Campos e Contribuições ao Estado
Apesar de mencionar Marília Campos como uma potencial candidata ao governo de Minas, Pacheco expressou apoio à sua pré-candidatura ao Senado. “Como senador eleito em 2018, sendo o mais votado do Estado, ficaria muito satisfeito em ver uma mulher da qualidade da Marília ocupando a cadeira que eu ocupei. É importante que ela saiba disso”, afirmou.
O senador destacou ainda sua atuação na criação do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que visa resolver a dívida de Minas Gerais com a União. Este programa foi elogiado por Lula durante o evento na Refinaria Gabriel Passos. “A principal finalidade de ter criado o Propag foi garantir dignidade aos servidores públicos de Minas. Eles estavam sendo tratados de forma inadequada por um projeto de recuperação fiscal que comprometeria suas vidas. Tenho plena consciência do que fiz e da defesa que realizei em prol dos servidores e dos setores produtivos”,” ressaltou Pacheco.
Visão sobre a Gestão e o Futuro de Minas Gerais
Por fim, ele abordou alguns desafios de gestão no Estado, manifestando sua crença em uma renovação em Minas Gerais. “Essa reconstrução requer uma ação conjunta, principalmente da classe política, que tem a responsabilidade de representar o povo. Não podemos ceder ao populismo e à demagogia. O Estado enfrenta carências em diversas áreas, como infraestrutura, saúde, educação e segurança. Embora tenhamos instituições sólidas e polícias eficazes, Minas se tornou um lugar com altos índices de violência e insegurança”, concluiu.
