Arte e Sustentabilidade nas Paredes da Copasa
Na última sexta-feira (23/10), a sede da Copasa em patos de minas ganhou vida com cores vibrantes e mensagens que vão além da estética. A inauguração dos murais do projeto Arte nas Águas de Minas transformou o prédio em uma galeria a céu aberto, aproximando a população das manifestações artísticas e convidando ao diálogo sobre a preservação dos recursos hídricos.
Patrocinado pela Copasa via Lei Rouanet, o projeto é uma iniciativa que une arte urbana e conscientização ambiental. Sob a curadoria intitulada “Ouvir a Água”, realizada por Juliana Flores, os painéis exploram temas como a transmissão de saberes entre gerações, o imaginário infantil e a importância da proteção dos mananciais. A escolha da sede da Copasa como espaço para essa intervenção reforça o compromisso da empresa com questões socioambientais.
Participação e Reconhecimento Local
A cerimônia de inauguração contou com acessibilidade garantida por intérprete de Libras e reuniu representantes da Associação Paralímpica Patense (APP), da Câmara Municipal e do ecossistema cultural mineiro. Para Cristiane Carneiro, superintendente de Operações Centro-Oeste da Copasa, o projeto vai além da arte e desperta uma reflexão necessária sobre o cuidado com a água.
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Fonte: soudesaoluis.com.br
“A arte provoca o olhar e aproxima a pauta ambiental do cotidiano. Essa iniciativa reforça a responsabilidade coletiva na proteção dos recursos hídricos para as futuras gerações”, afirmou Cristiane. Amanda do Valle, diretora de Cultura e Turismo de Patos de Minas, destacou a relevância da arte urbana, que ao longo do tempo conquistou seu espaço como expressão cultural contemporânea, valorizando os artistas locais.
Criação Colaborativa e Memória Cultural
Os murais foram criados em uma colaboração entre artistas patenses e convidados. Camila Soares trouxe à tona memórias de pesca em família, retratando a cena pela visão da criança, com peixes coloridos e gigantes que simbolizam o encantamento e a imaginação. Rafael Maciel Machado, em sua primeira grande obra, destacou o desafio e a riqueza da troca de experiências com outros artistas, celebrando o presente deixado para a população.
O muralista paulista André Farkas, conhecido como Deko Treco, integrou a ancestralidade local e a história de Patos de Minas na sua arte. Ao utilizar os patos como símbolos do equilíbrio ecológico, ele resgatou lendas e histórias da cidade, aproximando passado e presente com um olhar lúdico.
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Fonte: diretodorecife.com.br
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Fonte: diariofloripa.com.br
Projeto Sustentável e Expansão Regional
A terceira edição do Arte nas Águas de Minas, apoiada pelo Ministério da Cultura e pela APPA – Cultura & Patrimônio, destaca a sustentabilidade técnica ao reduzir o uso de aerossóis e minimizar impactos ambientais durante a execução dos murais. Gisele Milagres, coordenadora da APPA, ressaltou que o projeto promove a democratização do acesso à cultura e o intercâmbio artístico entre capital e interior, ressignificando espaços públicos com afeto e significado.
Patos de Minas, conhecida como a Capital do Milho, é o segundo município a receber essa etapa do circuito regional, que começou em Santa Rita do Sapucaí e seguirá para Varginha, Timóteo e Pedro Leopoldo. As fases anteriores já contemplaram 12 cidades mineiras, reforçando o compromisso da Copasa com o fortalecimento do patrimônio urbano e a circulação cultural nas regiões onde atua.
