Governador em Destaque
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se destaca em todas as simulações eleitorais realizadas para o governo de São Paulo. Segundo dados do Datafolha, coletados entre os dias 3 e 5 de março, Tarcísio obteve percentuais de intenção de voto que variam entre 44% e 49% nas diferentes simulações. O levantamento teve a participação de 1.608 eleitores em 71 municípios do estado.
A margem de erro máxima registrada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.
Cenários de Primeiro Turno
Em um primeiro cenário testado, que incluiu cinco candidatos, Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto. O ministro Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar com 31%, enquanto o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), registra 5%. Tanto o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) quanto o comentarista Felipe D’Avila (Novo) obtêm 5% e 3%, respectivamente. Os votos em brancos ou nulos somam 11%, enquanto 1% dos entrevistados ainda se mostra indeciso.
Os dados revelam que Tarcísio tem um desempenho mais forte entre o público masculino, onde alcança 49%, em comparação aos 39% entre mulheres. Além disso, entre eleitores com 60 anos ou mais, o governador atinge 52%. Na faixa etária de 16 a 24 anos, no entanto, seu apoio cai para 30%. Entre os segmentos religiosos, Tarcísio tem 54% entre evangélicos, enquanto entre católicos, essa porcentagem é de 44%.
Haddad, por sua vez, apresenta uma vantagem entre mulheres com 34%, em comparação aos 27% entre homens. Ele também se destaca entre funcionários públicos, onde alcança 48%, e registra 32% entre católicos e 21% entre evangélicos.
No interior do estado, Tarcísio obtém 47% das intenções de voto, enquanto Haddad fica com 28%, resultando em uma diferença de 19 pontos percentuais. Na Região Metropolitana de São Paulo, Tarcísio marca 40%, enquanto seu adversário petista registra 34%.
Nos outros cenários testados, onde Haddad é substituído por Geraldo Alckmin (PSB), Tarcísio lidera com 46%. Em uma simulação com Márcio França (PSB), ele registra 44%. Por fim, no último cenário, onde a ministra Simone Tebet (MDB) entra na disputa, Tarcísio marca 49% contra 19% de Tebet.
Simulações de Segundo Turno
O Datafolha também analisou quatro cenários para um eventual segundo turno. Resultado: Tarcísio se mostra vencedor em todas as situações, com uma vantagem que varia entre 10 e 38 pontos percentuais. Na disputa direta com Haddad, ele conquistaria 52% dos votos, enquanto o ministro ficaria com 37%. Os votos em brancos ou nulos somam 10%, e 1% permanece indeciso.
Entre os homens, Tarcísio amplia sua vantagem, registrando 57% contra 34% de Haddad. Entre os eleitores com mais de 60 anos, o governador atinge 57%, enquanto Haddad fica com 35%. A diferença se acentua entre aqueles com renda familiar acima de dez salários mínimos, onde Tarcísio alcança 64%, em comparação aos 27% do petista.
No cenário que envolve o vice-presidente Alckmin, Tarcísio vence por 50% a 39%, enquanto na disputa com França o resultado é 60% a 22%, e com Tebet, o governador registra 58% contra 28%.
Conhecimento dos Candidatos e Rejeições
Ao serem questionados espontaneamente sobre suas preferências, 59% dos eleitores disseram não saber em quem votar. Tarcísio foi mencionado por 22%, enquanto Haddad conquistou 2% das citações. Quando analisamos o grau de conhecimento dos candidatos, 50% afirmaram conhecer Haddad, enquanto Tarcísio é reconhecido por 47% dos entrevistados.
Quando a rejeição é avaliada, Haddad é o candidato mais repudiado, com 38% dos entrevistados afirmando que não votariam nele. Alckmin aparece com 29%, seguido por Tebet (27%), Kataguiri (25%) e Tarcísio com 24% de rejeição. A rejeição de Haddad é maior entre homens (44%) e entre aqueles com renda familiar superior a 10 salários mínimos (59%).
Por outro lado, Tarcísio apresenta uma rejeição de 33% entre os mais instruídos e 29% na Região Metropolitana de São Paulo. O futuro político do governo de São Paulo ainda é incerto, com os aliados do presidente Lula a definir quem será o candidato.
