Efeitos Indiretos do Conflito
A tensão crescente entre os Estados Unidos e a Venezuela gera um impacto avaliado como limitado na economia de Minas Gerais e do Brasil, segundo especialistas. Embora a situação tenha se intensificado com a captura de Nicolás Maduro no último sábado (3), a relação comercial entre Minas e a Venezuela é considerada bastante frágil. Dessa forma, as consequências diretas do conflito são mínimas.
Os analistas destacam que, apesar da baixa dependência comercial, é possível que a situação traga pressões indiretas sobre o câmbio nacional e os preços globais do petróleo. O aumento da tensão na região pode intensificar as percepções de risco entre investidores em toda a América Latina, o que poderia refletir em aumento nas taxas de juros e restrições financeiras em diversos setores.
Situação Comercial de Minas Gerais
Além das questões relacionadas ao conflito externo, Minas Gerais se destaca por um saldo positivo na criação de novas empresas. Entre janeiro e novembro de 2025, o estado registrou mais de 501 mil aberturas, ocupando a segunda posição no ranking nacional. Este desempenho é impulsionado pela simplificação de processos administrativos, embora especialistas chamem atenção para os juros elevados e margens de lucro reduzidas, que levaram ao fechamento de cerca de 295 mil empreendimentos durante o mesmo período.
O comércio varejista de vestuário é o setor que concentra o maior número de negócios ativos, que ultrapassam 2,6 milhões em Minas Gerais. A resiliência do mercado mineiro, mesmo diante de desafios nacionais e internacionais, é um indicativo da adaptação dos empresários às novas realidades econômicas.
Reforma Tributária e Impactos Futuros
Em meio a essas mudanças, a Reforma Tributária em andamento também está gerando novas exigências para os produtores rurais. A partir de julho de 2026, será solicitado que esses profissionais realizem a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), como parte de um esforço para modernizar e uniformizar o sistema tributário brasileiro.
A transição terá seu planejamento ao longo de 2026, com a migração definitiva prevista para 2027. Vale destacar que apenas aqueles produtores com receita igual ou superior a R$ 3,6 milhões por ano estarão obrigados a contribuir com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
