Movimento Estratégico do União Brasil
O União Brasil, sob a presidência de Antônio Rueda, está em plena articulação política em Minas Gerais, onde o comando local agora está sob Rodrigo de Castro. O foco do partido é enfraquecer o PSD de Gilberto Kassab e reposicionar suas forças na disputa pelo governo do Estado.
Recentemente, Rueda definiu a filiação do senador Rodrigo Pacheco, atualmente ligado ao PSD, ao União Brasil. Pacheco, visto por aliados do presidente Lula como o nome ideal para o Palácio Tiradentes, não deve, no entanto, iniciar sua campanha com laços formais com o PT. A única exceção nesse cenário seria a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que é cotada para a disputa ao Senado.
Nos bastidores, embora Pacheco esteja relutante em se associar formalmente ao PT, ele aceita uma parceria com Marília Campos em sua candidatura. A escolha do vice-governador na chapa será responsabilidade do União Brasil, e entre os nomes cogitados por Rueda, destaca-se o prefeito de Betim, Heron Guimarães, que poderia deixar sua posição para dar lugar à vice-prefeita Cleusa Lara, do PL.
Conexões e Estratégias na Política Mineira
O ministro de Minas e Energia, Alexandre da Silveira, do PSD, é considerado o principal articulador entre o União Brasil e o PT. A estratégia delineada, de acordo com as tendências do eleitorado, sugere uma aproximação gradual entre os grupos ao longo da campanha, culminando com a presença de Lula no palanque em um estágio posterior. Isso ocorreria, segundo a previsão, quando o partido também apresentasse um candidato a vice-presidente do União.
Enquanto isso, lideranças políticas observam que a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões, pelo PSD, carece de uma direção política clara. A possibilidade de uma volta de Alexandre Kalil, do PDT, ao cenário político é recebida com ceticismo por muitos. Nesse contexto, os petistas podem pressionar por uma afirmação do PDT em relação ao “projeto Pacheco”.
Desafios e Oportunidades para Rodrigo Pacheco
Com o cenário político se desenhando a seu favor, aliados acreditam que Rodrigo Pacheco pode encontrar um caminho mais tranquilo na disputa. No entanto, interlocutores lembram que, caso ocorra uma mudança significativa no panorama, o senador mantém como plano principal uma indicação ao Supremo Tribunal Federal após a campanha, o que abriria o espaço para Lula em Minas Gerais.
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e apoiador da candidatura de Mateus Simões, parece estar, indiretamente, contribuindo para a campanha de Lula. Isso porque sua estratégia divide o PL e desarticula o partido de Nikolas Ferreira, que ainda enfrenta dificuldades e falta de clareza em suas definições. A escolha de Simões por Kassab pode levar cerca de 50% do PL a apoiar os Republicanos e Cleitinho, conforme apontam as pesquisas atuais.
