Vacinação-Piloto em Minas Gerais
No dia 21 de janeiro de 2026, o Professor Helton Santiago, especialista em Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Diretor Clínico do Centro de Tecnologias de Vacinas (CT Vacinas), participou do programa Conexões para discutir a importância da nova vacina contra a dengue. A cidade de Nova Lima deu início à vacinação-piloto com um imunizante de dose única desenvolvido pelo Instituto Butantan, juntamente com mais duas cidades brasileiras.
Essa primeira etapa da vacinação conta com a distribuição de mais de 204 mil doses, que serão aplicadas em Nova Lima, no estado de Minas Gerais, além de Maranguape, no Ceará, e Botucatu, em São Paulo. Segundo informações do Ministério da Saúde, essa quantidade é suficiente para atender a população-alvo, que inclui cidadãos com idades entre 15 e 59 anos.
Acompanhamento e Resultados Esperados
Os resultados da imunização serão monitorados ao longo de um ano, com análises conduzidas por especialistas para avaliar a incidência da dengue nas cidades selecionadas. Além disso, serão observados eventuais efeitos adversos após a administração da vacina. O objetivo é garantir a segurança e eficácia do novo imunizante.
De acordo com o Ministério, caso os resultados sejam positivos, a produção em larga escala da vacina será iniciada para atender a demanda nacional. O Butantan-DV é considerado o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue, apresentando uma eficácia global de 74% e uma redução impressionante de 91% nos casos graves da doença.
Desenvolvimento da Vacina
O Professor Helton Santiago destacou que, entre os vacinados, ninguém precisou ser hospitalizado devido à dengue, o que representa um avanço significativo na prevenção da doença. Esta vacina é fruto de um extenso processo de desenvolvimento que levou 20 anos e envolveu tecnologias de diversos centros de pesquisa no Brasil, além do apoio de especialistas internacionais.
O desenvolvimento da vacina foi um trabalho colaborativo, refletindo a união de esforços na área da saúde pública. É um passo importante não apenas para a redução dos casos de dengue, mas também para a valorização da pesquisa científica brasileira.
À medida que a vacinação avança, a expectativa é que novas informações e dados sobre a eficácia do imunizante contribuam para fortalecer a luta contra a dengue no Brasil, uma doença que representa um desafio constante para a saúde pública.
