Medida de Prevenção e Responsabilidade Ambiental
O governo de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 1,7 milhão à Vale, em consequência de vazamentos de água que ocorreram no último domingo (25). Os incidentes foram registrados nas minas de Fábrica, localizadas em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas. A penalidade foi imposta pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que também ordenou a suspensão das atividades operacionais nas cavas dessas duas minas por tempo indeterminado.
A Semad esclareceu que essa ação tem um caráter preventivo, com o objetivo de evitar que novos lançamentos ou o carreamento de materiais e sedimentos ocorram nas áreas impactadas. A mineradora deve comprovar, antes de retomar suas operações, que eliminou os riscos ambientais e implementou controles eficazes. A suspensão na mina de Viga abrange todo o empreendimento, enquanto na mina de Fábrica se restringe às atividades da cava 18.
Na segunda-feira (26), a Vale divulgou que os vazamentos de água ocorridos no dia anterior foram totalmente contidos. A empresa ressaltou que não houve feridos, nem impactos diretos sobre a população ou comunidades adjacentes. Além disso, a companhia enfatizou que o que foi carreamento durante os extravasamentos consistiu apenas em água com sedimentos, ou seja, terra, e não resíduos de mineração. A Vale também destacou que realiza periodicamente inspeções e manutenções em suas estruturas, especialmente intensificadas durante o período chuvoso.
A Agência Nacional de Mineração (ANM) também se pronunciou sobre o incidente, descartando a possibilidade de ruptura ou colapso das barragens ou pilhas de mineração. Segundo a ANM, o episódio está ligado a uma infraestrutura operacional da mina e não apresenta falhas nas estruturas que são classificadas como barragens. A agência informou que equipes técnicas estão no local acompanhando a situação, e até o momento, não há registros de danos a pessoas ou comunidades nas proximidades.
