Aumento Polêmico e Questões de Transparência
O vereador Pablo Almeida, do PL, protocolou uma ação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) visando a suspensão do recente aumento na tarifa de ônibus de Belo Horizonte, que foi anunciado nesta terça-feira (30). O reajuste de 8,6% na passagem principal do transporte público gerou controvérsias, especialmente por estar vinculado ao subsídio municipal destinado às concessionárias, que financia a gratuidade dos coletivos aos domingos e feriados.
Almeida argumenta que a implementação da tarifa zero aos domingos e feriados está sendo custeada indiretamente pelos usuários do transporte, os quais deverão pagar R$ 6,25 a partir de janeiro — R$ 0,50 a mais do que o valor atual da passagem. Para o vereador, essa situação gera uma falsa sensação de gratuidade, o que ele descreveu em seu pedido ao TCE como uma “captura eleitoral por ocultação de custos” e uma “fraude na formação da vontade política”.
Gratuidade e Impactos na Política Local
Na sequência de suas alegações, o parlamentar também chamou a atenção para a falta de transparência nas informações que justificam o aumento de quase 9% no valor da passagem. Almeida destacou que a sociedade merece clareza sobre como esse cálculo foi realizado, especialmente em um momento tão crítico para os usuários de transporte público.
No início do mês, o prefeito Álvaro Damião, do União Brasil, apresentou o Programa Catraca Livre, que inclui a gratuidade dos ônibus aos domingos e feriados, com os custos da operação sendo arcados pela prefeitura. Segundo informações da Superintendência de Mobilidade Urbana (Sumob), Belo Horizonte realiza cerca de dez mil viagens de ônibus diariamente nos finais de semana e feriados.
Dados Relevantes e Custos Elevados
Recentemente, dados do painel de controle da Sumob indicaram que a remuneração complementar diária paga às empresas de ônibus em Belo Horizonte gira em torno de R$ 824 mil. Esse valor, segundo Almeida, levanta novos questionamentos sobre a necessidade do aumento nas tarifas, dado o impacto financeiro que essa decisão terá sobre os usuários.
A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para obter um posicionamento sobre a ação movida por Pablo Almeida no TCE. Até o fechamento deste artigo, a PBH ainda não havia se manifestado, mas a emissora continuará a manter o espaço aberto para uma resposta oficial.
