Importância das Candidaturas no Campo Conservador
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, abordou a divisão da direita na corrida presidencial de 2026, minimizando as preocupações referentes ao número elevado de candidaturas no espectro conservador. Em agosto do ano passado, Zema lançou sua pré-candidatura à Presidência, ressaltando que a dinâmica política pode mudar de acordo com as circunstâncias e as demandas do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado.
Com Jair Bolsonaro atualmentente inelegível, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, tem se destacado em diversas pesquisas eleitorais. Além dele, outras figuras como os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Junior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás) também estão sendo cogitados como potenciais candidatos. Zema, em simulações, tem apresentado índices que variam de 2% a 5% nas intenções de voto, de acordo com os possíveis adversários.
Recentemente, durante um evento em São Paulo com representantes do setor de saúde, Zema não tocou diretamente nas estratégias do ex-presidente para promover a candidatura do filho. Contudo, defendeu a importância de se ter uma candidatura própria e diversas opções dentro da direita: “Ter mais candidatos não significa divisão, não significa pulverização. Pelo contrário, representa mais votos. Se qualquer partido brasileiro pode dizer ‘temos mais um candidato’, e esse candidato conseguir um voto a mais, o partido já sai ganhando. No segundo turno, estarei certo de que todos estaremos unidos contra a esquerda”, afirmou.
Controvérsias Sobre o Uso de Aeronaves Oficiais
O governador também foi questionado sobre uma investigação iniciada pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, que examina o uso de aeronaves oficiais em eventos de pré-campanha. Segundo informações do jornal O Globo, o custo de voos do governador em 2025 superou R$ 1,5 milhão, valor que ultrapassa os gastos do ano eleitoral de 2022, quando ele utilizou R$ 1,4 milhão em sua campanha ao governo de Minas.
Em resposta à CBN sobre a reportagem, Zema explicou que um dos voos referidos ocorreu após um compromisso em Rio de Janeiro, que o levou a Campinas, interior de São Paulo. Ele manifestou sentir que há uma “perseguição política e midiática” em relação a este assunto: “Convido aqueles que levantam essas questões a comparar a quantidade de meus voos com a dos ex-governadores Pimentel, Anastasia e Aécio Neves. Minha frota está a metade em comparação. Apesar disso, sou tido como alguém que usa inadequadamente a aeronave. Nos governos anteriores, nenhum veículo de comunicação falaria sobre isso, pois esses dados ficavam ocultos durante cinco anos”.
Ao analisar a situação, o Tribunal de Contas detalhou que o pedido de investigação foi protocolado por parlamentares da oposição. Neste momento, a Presidência do Tribunal está considerando a legalidade da representação. Caso a análise seja aprovada, abrirá espaço para um processo formal, onde um relator será designado.
Enquanto isso, Zema continua a destacar sua estratégia e posicionamentos, sem deixar de lado as críticas que recebe, reafirmando sua disposição em seguir na disputa política.
