Conflito de Informações sobre Recursos Federais
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo, reagiu com veemência às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que acusou o estado de não usar recursos federais destinados a obras de prevenção contra desastres. Segundo Lula, havia R$ 3,5 bilhões disponíveis no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para Minas, mas a gestão estadual não teria apresentado projetos para acessar esses fundos. A crítica de Lula ocorre em um momento crítico, onde a Zona da Mata enfrenta tragédias, com pelo menos 72 pessoas falecidas devido a chuvas intensas.
No final de semana, Zema publicou um vídeo em suas redes sociais, desmentindo as alegações do presidente. ‘Ele disse que o governo de Minas não aproveitou recursos do PAC, e isso não é verdade. Nós, sim, buscamos esses fundos, mesmo enfrentando os obstáculos impostos pelo governo petista, que favorece apenas seus aliados’, declarou o governador.
Projetos Emergenciais e Críticas à Gestão Anterior
O governador Zema destacou que existem atualmente dois projetos em execução focados em áreas de encostas, financiados pelo PAC, além de outros 14 projetos planejados para serem desenvolvidos neste ano. Ele enfatizou que muitos desses projetos eram inicias de administrações passadas, que, segundo ele, foram negligenciados pelo ex-governador Fernando Pimentel, também do PT. ‘Tivemos que começar tudo do zero. É um desafio constante’, lamentou.
Além disso, Zema revelou que o estado apresentou ao governo federal propostas que totalizam mais de R$ 9 bilhões dentro do PAC, abarcando iniciativas que vão desde obras em encostas até melhorias em infraestrutura, como estradas e metrôs. No entanto, ele criticou a liberação de apenas R$ 280 milhões, equivalente a cerca de 3% do total solicitado. ‘Minas pediu R$ 9 bilhões e o governo Lula apenas liberou 3% desse montante. Essa é a forma como o PT sempre tratou Minas Gerais’, enfatizou.
Apelo à União em Tempos Difíceis
Ao final de sua declaração, Zema fez um apelo por união e responsabilidade diante do sofrimento das famílias afetadas pelas chuvas. ‘Esse momento exige seriedade e respeito. O cargo de presidente da República deve ser usado para unir o país em torno de soluções, e não para disseminar fake news. O povo mineiro está sofrendo e merece ser tratado com dignidade’, concluiu, reafirmando a necessidade de foco nas soluções para os problemas atuais.
