Independência Política e Foco na Presidência
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, voltou a desmentir, nesta quarta-feira, 1º, qualquer tipo de articulação com o senador Flávio Bolsonaro, do PL, para se tornar vice em sua chapa nas próximas eleições. Zema reafirmou que sua pré-candidatura à presidência da República segue firme até o final do processo eleitoral. Em suas palavras, ele se sente honrado com as menções a possíveis coligações, mas tem sua atenção voltada para o seu projeto político.
O político, que ocupou o cargo de governador de Minas Gerais de 2019 a 2026 e deixou a função em março deste ano, anunciou sua intenção de disputar a presidência em agosto de 2025. A expectativa é que ele delineie sua visão política em um lançamento oficial, programado para ocorrer em 16 de abril, na cidade de São Paulo.
Plano Econômico Inovador
Romeu Zema apresentou um plano econômico que se estrutura em cinco pilares fundamentais. Esse projeto inclui reformas trabalhista e previdenciária, além da privatização de estatais federais, visando uma reestruturação significativa da economia brasileira. Entre as empresas que estão no escopo desse projeto, destacam-se a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Durante sua participação no programa “Oeste Sem Filtro”, Zema ressaltou sua trajetória no setor privado como um diferencial competitivo nas eleições. “Minha vida sempre foi voltada para a legalidade, pagando impostos e evitando desperdícios do dinheiro público”, disse. Ele ainda criticou as dificuldades enfrentadas por empreendedores no Brasil, que, segundo ele, desestimulam o crescimento e a geração de empregos.
No debate sobre a economia, Zema expressou preocupação com os níveis das taxas de juros, que segundo ele, estão excessivamente altos. “Os brasileiros estão arcar com um custo maior do que deveriam”, afirmou, sinalizando a necessidade de uma revisão nas políticas monetárias.
Gestão em Minas Gerais e Visão Institucional
Ao relembrar sua gestão em Minas Gerais, o pré-candidato mencionou o cenário fiscal desastroso que herdou ao assumir o governo, atribuindo culpa à administração anterior do PT. Ele destacou que, durante quase três anos, trabalhou arduamente para quitar pendências financeiras, como salários e 13º atrasados, e agora se orgulha de apresentar um equilíbrio nas contas do estado.
Na esfera institucional, Zema manifestou apoio a candidatos ao Senado que tenham propostas voltadas para mudanças no Supremo Tribunal Federal. “Irei apoiar aqueles que propõem transformações no STF”, afirmou. Quanto aos critérios para as futuras indicações à Corte, ele enfatizou a importância de critérios técnicos e a necessidade de uma maior representatividade feminina, optando por profissionais respeitados dentro da magistratura.
Rejeição à Narrativa de Golpe
Sobre os eventos ocorridos em 8 de janeiro, que têm gerado diversas discussões e interpretações, Zema refutou a ideia de que se tratou de uma tentativa de golpe. Ele caracterizou essa tese como uma “narrativa do PT” e reforçou que o que ocorreu foi, na verdade, uma manifestação legítima do povo. Essa posição reflete seu compromisso em distanciar-se de polarizações e de narrativas que não correspondem à realidade dos fatos.
