Governador Mineiro se Prepara para a Disputa Presidencial
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, deverá deixar o cargo em 22 de março para se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e está de acordo com a legislação eleitoral, que determina o afastamento de cargos executivos até seis meses antes das eleições para aqueles que pretendem disputar uma nova posição.
Essa notícia vem em um momento em que Zema é mencionado como um potencial vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Contudo, o governador já negou essa possibilidade, afirmando que está comprometido com sua própria candidatura ao Palácio do Planalto. “Ele tem o projeto dele. Não pedi para ser meu vice nem ele se ofereceu”, declarou Flávio Bolsonaro, descartando qualquer convite formal ao colega mineiro.
Desincompatibilização e Foco na Campanha Nacional
Fontes próximas ao governo mineiro indicam que a data de 22 de março é vista como um marco essencial para a saída de Zema. Com essa desincompatibilização, o governador pretende intensificar suas viagens pelo Brasil, ampliando sua agenda política e buscando apoio entre lideranças regionais e eleitorais para fortalecer sua candidatura presidencial.
Zema anunciou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência em 16 de agosto de 2025, durante o Encontro Nacional do Partido Novo, realizado na Zona Sul de São Paulo. Desde então, ele tem promovido um discurso de viés liberal, focando em ajustes fiscais, diminuição do tamanho do Estado e críticas ao modelo de governança federal.
Com a saída de Zema, o comando de Minas Gerais ficará sob responsabilidade do vice-governador Mateus Simões (PSD), conforme estipulado pela Constituição estadual.
Speculações sobre Vice e Esclarecimentos Públicos
A possibilidade de Romeu Zema ser vice de Flávio Bolsonaro foi mencionada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, que acredita que o governador possui “entregas e experiência” que o qualificam para o cargo. Entretanto, tanto Zema quanto Flávio rapidamente se apressaram em negar essa possibilidade publicamente.
Segundo Flávio Bolsonaro, a escolha do vice não é uma prioridade no momento. Ele enfatizou que existe diálogo entre os possíveis aliados, mas não há negociações concretas para a composição da chapa. “Vice é a última coisa que a gente resolve em uma campanha. Estratégia política não se anuncia”, afirmou o senador, evidenciando a cautela nas articulações políticas.
Movimentações Políticas de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro está se movimentando ativamente para fortalecer sua pré-candidatura ao Planalto, contando com o apoio de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 25 de dezembro, Flávio leu uma carta assinada pelo ex-presidente, ratificando oficialmente seu nome como pré-candidato à Presidência em 2026.
Além de afastar a especulação sobre Zema como vice, Flávio também abordou o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmando confiar na lealdade do aliado. Ele ressaltou que Tarcísio já declarou apoio ao seu projeto nacional, mesmo que o governador paulista mantenha o discurso de foco na reeleição.
Regras Eleitorais e Cenário em Evolução
À medida que as eleições de 2026 se aproximam, o cenário político se torna cada vez mais dinâmico, com diversas articulações em andamento. O afastamento de Zema do governo pode trazer novas configurações às eleições, e a busca por alianças estratégicas será fundamental para os candidatos que almejam uma posição no futuro governo.
