Zema Reafirma Pré-Candidatura à Presidência
Nesta segunda-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, afastou qualquer possibilidade de se candidatar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência pelo PL. A declaração vem em resposta ao comentário do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, que na semana passada sinalizou que Zema seria uma excelente opção para ocupar o cargo de vice na candidatura bolsonarista.
“Eu sou pré-candidato à presidência, como já anunciei no ano passado, e sigo firme com essa intenção até o final”, afirmou Zema durante uma agenda em Minas Gerais, destacando sua determinação em seguir como cabeça de chapa nas eleições do próximo ano.
Na análise de Ciro Nogueira, o voto do eleitorado indeciso do Sudeste será crucial para as eleições, tornando Zema uma escolha viável devido às suas realizações em dois mandatos como governador. O senador ressaltou que o histórico de Zema no Executivo poderia ser um trunfo para atrair essa base eleitoral.
Ciro ainda fez uma observação sobre a escolha de vice, alertando que Flávio Bolsonaro não deve repetir o erro do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que em 2022 optou por Braga Netto e não pela senadora Tereza Cristina. Segundo ele, essa escolha resultou em uma perda significativa de votos entre o eleitorado feminino. “A escolha precisa ser estratégica”, destacou Ciro, mencionando a importância de atender às demandas de diferentes segmentos sociais.
Disputa pelo Planalto: Zema em Ascensão
O governador Zema lançou formalmente sua pré-candidatura à presidência em agosto. Durante seu discurso, ele compartilhou sua trajetória como empresário e ressaltou sua condição de não ter vínculos com grupos políticos tradicionais. O mineiro fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de defender princípios como o liberalismo e a livre iniciativa.
Entre as suas bandeiras estão as iniciativas do governo de Minas Gerais em áreas como educação, segurança pública, merenda escolar e infraestrutura, mostrando compromisso com a gestão pública.
Além de Zema, outros governadores alinhados a Bolsonaro, como Ronaldo Caiado, do União Brasil, e Ratinho Júnior, do PSD, também manifestaram interesse em candidaturas à presidência. A vitória de um deles em outubro seria histórica, marcando o fim de um intervalo de 37 anos sem governadores no Palácio do Planalto, desde que Fernando Collor, de Alagoas, derrotou Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno.
