Preocupação com segurança nas escolas de Uberaba
O aumento dos episódios de violência nas escolas de Uberaba tem gerado inquietação entre os pais, que exigem ações concretas para impedir a entrada de objetos perigosos nas unidades de ensino. Relatos enviados ao Jornal da Manhã indicam que muitos familiares sentem que pouco ou nada mudou na prática desde o assassinato da estudante Melissa Campos, de 14 anos, ocorrido dentro de uma sala de aula. Recentemente, alunos foram flagrados portando um soco inglês em outra escola da rede.
Medidas educativas sem respostas sobre segurança física
Questionada sobre a possibilidade de instalar detectores de metais, realizar revistas ou ampliar o monitoramento por câmeras, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não respondeu diretamente aos questionamentos. Em nota, a Secretaria destacou ações já em andamento, como palestras, rodas de conversa, oficinas e atividades voltadas à promoção da cultura de paz, além do acompanhamento psicológico dos estudantes e parcerias com órgãos de proteção à infância e adolescência.
A Semed também mencionou colaborações com a Guarda Civil Municipal (GCM), Vara da Infância e da Juventude, Polícia Federal e psicólogos, além da participação em comissões e programas preventivos. Contudo, não detalhou se há estudos ou planejamento para implementar mecanismos físicos de segurança, como detectores de metais, inspeção de materiais ou restrições ao porte de objetos perigosos, limitando-se a destacar medidas educativas.
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Casos recentes reforçam demanda por controle efetivo
A pressão por medidas de segurança cresceu após a divulgação de um incidente em uma escola estadual no bairro Frei Eugênio, onde uma tesoura e um soco inglês foram encontrados com estudantes após denúncias de ameaças. A Polícia Militar apreendeu os objetos, e o caso segue em investigação. A rede municipal, por sua vez, registra casos diversos, incluindo apreensão de objetos cortantes, bullying, brigas e agressões nas proximidades dos colégios, conforme acompanhamento do JM Online.
Contexto e protocolos adotados pela Semed
Em maio de 2025, a morte da aluna Melissa Campos, vítima de golpes de faca dentro de uma escola particular do bairro Universitário, mobilizou a cidade e ampliou a preocupação sobre a segurança escolar. A Semed informou que, ao identificar situações de risco, as equipes escolares seguem protocolos institucionais, acionando famílias e órgãos de segurança pública quando necessário.
Além disso, a Secretaria afirma que mantém trabalho preventivo contínuo nas escolas, focado no diálogo, fortalecimento de vínculos e prevenção de todas as formas de violência. Entretanto, ainda não há posicionamento claro sobre a adoção de novas medidas para controlar a entrada de armas brancas e outros objetos perigosos nas escolas municipais, principal ponto de inquietação para pais e responsáveis.
