A Projeção da gestão Zema
A popularidade do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tem enfrentado um declínio notável nos últimos meses. Em dezembro de 2024, o governador desfrutava de uma aprovação de 64% entre os eleitores, mas esse número caiu para 62% em fevereiro de 2025. A situação se agravou ainda mais ao longo do ano, com a aprovação atingindo apenas 55% em agosto e, mais recentemente, 52% na pesquisa divulgada nesta terça-feira.
A desaprovação da gestão também tem apresentado um aumento preocupante. O percentual de eleitores que desaprovam a administração de Zema subiu de 29% em dezembro de 2024 para 41% no último levantamento. Esses dados ressaltam uma tendência de insatisfação crescente com a condução do governo.
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A análise do apoio ao governador revela que ele mantém a aprovação entre vários grupos demográficos, incluindo 75% entre os eleitores da direita bolsonarista e 68% da direita não bolsonarista. Entretanto, o cenário é bem diferente entre os apoiadores de Lula, onde 55% desaprovam a administração, e 60% entre os eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo. Surpreendentemente, 45% dos eleitores que se consideram independentes também desaprovam Zema.
Avaliação da Gestão em Declínio
A deterioração na avaliação da gestão Zema é visível em diversos índices. Na pesquisa de dezembro de 2024, 39% dos eleitores consideravam o governo positivo. Este índice chegou a 41% em fevereiro de 2025, mas caiu para 37% em agosto e despencou para 32% agora. Já a avaliação regular da gestão, que era de 39% em dezembro, caiu para 30% em agosto, antes de uma leve recuperação para 36% no levantamento atual.
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Os números negativos também aumentaram: a porcentagem de eleitores que avaliam a administração de Zema como negativa subiu de 15% em dezembro de 2024 para 26% em abril deste ano. Os eleitores que não souberam ou não responderam às perguntas sobre a gestão variaram de 7% a 10% nas diversas pesquisas, mas atualmente estão em 6%.
Clamor por Mudanças na Gestão
O descontentamento com a gestão do governador é cristalino. Percentuais expressivos, 44% dos entrevistados, afirmaram que desejam uma ‘mudança total’ na administração do estado, enquanto 38% pedem apenas uma mudança parcial. Somente 13% acreditam que o próximo governador deve manter o que já está sendo feito. A incerteza é palpável, com 5% dos eleitores dizendo não saber ou não responder.
No que diz respeito à sucessão de Zema, os dados são preocupantes: 49% dos entrevistados consideram que o governador não merece indicar seu sucessor, enquanto 42% acreditam que ele deveria ter essa oportunidade. Comparando com fevereiro do ano anterior, onde 50% achavam que Zema merecia indicar seu sucessor, a diferença é notável.
Zema, por sua vez, tem manifestado apoio à pré-candidatura do atual governador, Mateus Simões, do PSD, para a reeleição. Contudo, os dados da pesquisa desta terça-feira mostram Simões em quinto lugar, empatado com Ben Mendes, da Missão, com apenas 4% das intenções de voto. O cenário revela um ambiente político desafiador para a gestão atual.
