privatizações como solução para a dívida pública
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, apresentou neste domingo (3 de maio de 2026) um plano audacioso para quitar a dívida pública brasileira. Durante uma entrevista ao Canal Livre, Zema afirmou que sua abordagem envolve a privatização de diversas estatais como estratégia central. Segundo ele, a proposta inclui reformas administrativa e da Previdência, além da eliminação do que considera a “gastança” do governo atual liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
“Vou mudar muita coisa. A primeira delas é a privatização de tudo. O problema central do Brasil são os altos juros, que estão sufocando as famílias e endividando-as. Pretendo utilizar os recursos gerados com estas privatizações para sanar a dívida, o que, consequentemente, irá provocar uma rápida redução nos juros do país. A economia tende a reagir de forma positiva quando os juros diminuem”, destacou Zema.
Dívida pública em alta e soluções propostas
Atualmente, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 80,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em março, um dos índices mais altos desde julho de 2021, quando se agravou a crise provocada pela pandemia. Em números absolutos, a dívida chega a impressionantes R$ 10,4 trilhões.
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O ex-governador acredita que, com a revisão dos benefícios sociais e as reformas que propõe, será possível reduzir as expectativas em relação aos juros no Brasil. “Nos próximos 20 anos, podemos economizar cerca de R$ 10 trilhões. Isso não é apenas uma ilusão; é algo factível e possível”, argumentou.
Experiência em Minas Gerais e privatizações passadas
Zema se apoiou em sua experiência à frente do governo de Minas Gerais para justificar suas propostas. Ele revelou que conseguiu transformar um déficit de R$ 11 bilhões, herdado do governo do PT, em um superávit de R$ 4 bilhões em 2024, afirmando que existe um “medicamento” para sanar os problemas financeiros do Brasil.
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O ex-governador tentou implementar a privatização da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), mas a proposta não foi adiante. No entanto, ele destacou que a Cemig vendeu suas subsidiárias e quadruplicou seu valor de mercado na Bolsa de Valores de São Paulo. Zema mencionou que a aprovação legislativa da desestatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) é um sinal de que a privatização está se tornando uma realidade, afirmando que é apenas uma questão de tempo até que a venda aconteça. Ele acredita que esse movimento irá melhorar os investimentos e a qualidade dos serviços prestados à população.
Contexto eleitoral e apoio popular
Como pré-candidato do Novo à presidência do Brasil, Zema se posiciona em um cenário eleitoral competitivo. Um levantamento realizado pela AtlasIntel, divulgado na terça-feira (28 de abril de 2026), indicou que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta empates em possíveis cenários de segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o próprio Zema. Além disso, uma pesquisa da Quaest, também divulgada na mesma data, revelou que 52% dos eleitores de Minas Gerais aprovam a gestão de Zema no estado.
