Prioridade em Chapas para o Legislativo
O prefeito de Recife e atual presidente nacional do PSB, João Campos, realizou uma visita a Belo Horizonte na tarde desta terça-feira (3/2) com o objetivo de alinhar as diretrizes da legenda em Minas Gerais. Em um encontro com o presidente estadual do PSB, Otacílio Neto, Campos enfatizou que a prioridade do partido é a formação de chapas competitivas para o Legislativo, deixando a discussão sobre uma candidatura para o governo estadual para um momento posterior.
Durante a reunião, Campos foi categórico ao afirmar que o foco deve ser o fortalecimento das bancadas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, garantindo assim uma autonomia à direção mineira. “Estamos aqui em Minas Gerais para construir uma chapa de deputados federais e estaduais que seja competitiva, com a expectativa de eleger um bom número de parlamentares”, destacou o prefeito, frisando que a consolidação do partido começa pela base legislativa.
Quando questionado sobre rumores a respeito do ministro Alexandre da Silveira e uma possível filiação ao PSB, Campos negou categòricamente qualquer tratativa relacionada a isso. “Não se trata de um movimento nacional que está sendo imposto em Minas. Qualquer movimento deverá ser construído dentro do contexto local para que possa ser apresentado ao nível nacional”, garantiu.
Diálogos e Cenário Político em Minas Gerais
A agenda de Campos em Belo Horizonte também incluiu uma conversa com Tadeu Leite, presidente da Assembleia Legislativa. O prefeito elogiou a habilidade de articulação do deputado, mas deixou claro que a reunião foi mais uma aproximação institucional do que um passo decisivo em relação a filiações. “O encontro foi muito mais sobre estreitar laços do que sobre decisões concretas. E ele sabe que temos uma grande admiração pelo trabalho que vem realizando”, afirmou.
Ao avaliar o cenário político, Campos classificou a disputa em Minas Gerais como a “mais aberta” do Brasil, ressaltando a relevância de figuras como o senador Rodrigo Pacheco. Para ele, o estado reflete a complexidade da política nacional e exige que o campo democrático se organize. “É um ambiente completamente indefinido, mas ao mesmo tempo existem bons nomes que podem ser explorados, especialmente nas áreas centrais, ao invés das extremidades”, analisou.
Contexto Político e Pedidos de Impeachment
Durante a coletiva de imprensa, João Campos também comentou sobre o pedido de impeachment que enfrentou em Recife, classificando o processo — que já foi arquivado pela Câmara Municipal — como uma manifestação política normal na democracia. Contudo, ele expressou preocupação com a hostilidade presente no debate público. “O que não ajuda é a violência política. Infelizmente, temos visto muitos casos de agressão e de ódio no Brasil”, ponderou.
Encerrando sua visita, Campos evocou a tradição política de Minas Gerais como um modelo a ser seguido pelo restante do país para reduzir a polarização. “A política precisa aprender com o jeito de fazer política em Minas. O Brasil conhece o povo mineiro por seu acolhimento e habilidade em agregar. Acredito que isso está faltando na política em muitos lugares”, concluiu.
