Apoio Emergencial em Minas Gerais
Nesta terça-feira (24), o ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, embarcaram para Juiz de Fora e Ubá. O objetivo é acompanhar a situação nas áreas severamente impactadas pelas chuvas intensas que afetaram a Zona da Mata mineira. Para isso, o Ministério da Saúde iniciou, imediatamente, a mobilização da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública, enviando 20 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.
As equipes atuarão em diversas frentes, desde o apoio à gestão municipal até a assistência direta à população. Um foco especial será dado à saúde mental dos afetados e dos trabalhadores do SUS que estão na linha de frente. Além disso, os profissionais começarão a montar o Comando de Operações de Emergência em Saúde (COE-Saúde), que coordenará as ações de socorro na região.
Recursos Emergenciais e Reconhecimento de Calamidade
O Ministério da Saúde também orientou os gestores locais a requisitarem recursos emergenciais, kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme as Portarias GM/MS nº 874/2021 e GM/MS nº 7.874/2025. Essas medidas visam garantir a agilidade no repasse de recursos e fortalecer a resposta assistencial. O Governo Federal já reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora, e a oficialização deverá ser publicada no Diário Oficial ainda hoje.
Até o momento, foram confirmados 23 óbitos em decorrência das chuvas, além de mais de 40 pessoas desaparecidas e cerca de 440 desabrigadas. A situação é crítica e exige uma resposta rápida e eficaz das autoridades competentes.
Impactos e Resposta nos Municípios
Em Juiz de Fora, as chuvas causaram alagamentos, deslizamentos de terra e interrupções em serviços essenciais. Mesmo diante da gravidade da situação, hospitais e unidades de emergência continuam operando. O Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira, por exemplo, está concentrando parte dos atendimentos às vítimas. Diante dessa grave realidade, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias.
No município de Ubá, a situação é igualmente alarmante. A rede de saúde sofreu danos significativos, afetando a Farmácia de Minas, a farmácia municipal e uma policlínica/Unidade Básica de Saúde. O acesso viário está severamente restrito, com apenas uma rota liberada. Além disso, a interrupção no abastecimento de água levou à mobilização de ações emergenciais para fornecer hipoclorito à população, a fim de garantir a potabilidade da água, essencial em situações de emergência.
