Baixa Representação Feminina nas Profissões do Futuro
Um levantamento recente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) expõe um quadro alarmante de desigualdade de gênero nas chamadas “profissões do futuro”. Segundo a Gerência de Economia da FIEMG, divulgado na sexta-feira (06/03), as mulheres ocupam apenas 0,4% das posições em áreas como Inteligência Artificial, Big Data e desenvolvimento de software. Em contrapartida, a participação masculina nessas funções chega a 1,5%, o que acentua a disparidade existente.
Este estudo, lançado próximo ao Dia Internacional da Mulher, enfatiza que a sub-representação feminina em setores de tecnologia e inovação constitui um empecilho significativo para o progresso econômico. Juliana Gagliardi, coordenadora de economia da FIEMG, destacou que a ampliação da presença de mulheres em áreas de STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática) requer ações efetivas de políticas públicas e privadas voltadas para a qualificação profissional.
Desafios Antecipados pela Automação
O levantamento também revelou que a escassez de mulheres em setores inovadores as torna mais suscetíveis às mudanças trazidas pela automação. Em Minas Gerais, 16,6% das mulheres com carteira assinada estão alocadas em funções que correm alto risco de extinção devido à automação até 2030. Entre essas atividades, destacam-se os cargos de operadores de caixa, caixas bancários e atendentes de serviços postais.
Por outro lado, apenas 5,6% dos homens estão empregados em funções de risco semelhantes. Essa diferença evidencia que, enquanto os homens dominam áreas como programação e computação, as mulheres permanecem em postos de trabalho que podem desaparecer nos próximos anos, ampliando assim a desigualdade no mercado de trabalho.
Propostas para Inclusão e Capacitação
Com o intuito de mudar esse cenário, a FIEMG defende a implementação urgente de programas de requalificação profissional e fomento ao ensino técnico e superior para mulheres. O foco é garantir que o público feminino tenha acesso a ferramentas que permitam acompanhar a transformação digital nas indústrias mineiras, bem como a oportunidades que ofereçam maior potencial de crescimento e estabilidade financeira.
Com uma abordagem centrada na inclusão, a proposta visa não apenas equipar as mulheres para o mercado de trabalho atual, mas também prepará-las para as demandas futuras, promovendo um ambiente mais equitativo nas profissões de tecnologia e inovação.
