Menor Impacto na Frequência Escolar em Santa Catarina
Santa Catarina é destacada como o estado brasileiro com a menor taxa de faltas escolares entre meninas devido à falta de absorventes, conforme revela a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apontou que apenas 9,2% das alunas no estado deixaram de frequentar as aulas por esse motivo nos últimos 12 meses.
Em um panorama nacional, aproximadamente 15% das estudantes do sexo feminino, na faixa etária de 13 a 17 anos, enfrentaram a mesma situação, ficando ausentes de alguma aula devido à falta de absorventes.
A PeNSE é uma pesquisa realizada em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde, com apoio do Ministério da Educação. Esta edição, a quinta desde o seu início, coleta dados de mais de 12,3 milhões de jovens matriculados em instituições públicas e privadas em todo o Brasil.
O estudo também revela que o estado do Amazonas registra o maior índice de faltas relacionadas, com impressionantes 27,9% de adolescentes perdendo dias letivos pela ausência do produto essencial.
Oferta de Absorventes em Santa Catarina
Além de ter o menor impacto na frequência escolar, Santa Catarina apresenta a maior disponibilidade de absorventes nas instituições de ensino do país. Dados indicam que 94,1% das estudantes entre 13 e 17 anos frequentam escolas que fornecem o item. Essa iniciativa pode ser um grande passo para garantir que as jovens não deixem de estudar por questões relacionadas à menstruação.
Em comparação, outros estados também demonstram alta taxa de fornecimento, como Goiás, com 94,1%, e São Paulo, com 93,7%. Seguem-se Amapá (93,1%), Ceará (92,8%) e Minas Gerais (92,2%), entre outros.
Confira a lista de porcentagens de alunas que estudavam em escolas que disponibilizavam absorventes, por unidade da federação:
- Santa Catarina: 94,1%
- Goiás: 94,1%
- São Paulo: 93,7%
- Amapá: 93,1%
- Ceará: 92,8%
- Minas Gerais: 92,2%
- Paraná: 90,1%
- Espírito Santo: 89,4%
- Sergipe: 88,7%
- Rio Grande do Sul: 88,7%
- Mato Grosso: 87,4%
- Pernambuco: 86,6%
- Piauí: 86,2%
- Rio de Janeiro: 84,9%
- Distrito Federal: 84,7%
- Acre: 81%
- Alagoas: 80,5%
- Bahia: 79%
- Mato Grosso do Sul: 75,7%
- Amazonas: 71%
- Maranhão: 68,9%
- Paraíba: 64,4%
- Rondônia: 63,1%
- Tocantins: 56,3%
- Rio Grande do Norte: 54,9%
- Pará: 43,3%
- Roraima: 38,5%
Esses dados são um reflexo das políticas de assistência que visam melhorar a condição das estudantes, garantindo que todas tenham acesso a produtos de higiene menstrual, um fator crucial para a permanência delas nas escolas.
